Maranhão continua sendo o estado com menor PIB per capita do Brasil, segundo dados do IBGE

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Apesar do expressivo crescimento das riquezas do estado em 2017, que, segundo o IBGE foi de 5,3%, o quarto melhor desempenho do Brasil, o Maranhão ainda amarga a última colocação no quesito PIB per capita.  O Distrito Federal manteve-se como maior, com o valor de R$ 80.502, cerca de 2,5 vezes maior que o PIB per capita do País, que foi de R$ 31.702, com variação de 4,2% em valor em relação a 2016 (R$ 30.422).

Depois do Distrito Federal, os maiores PIBs per capita em 2017 foram São Paulo (R$ 47.008,77) e Rio de Janeiro (R$ 40.155,76). No extremo oposto, os resultados mais baixos para o PIB per capita foram do Maranhão (R$ 12.788,75), Piauí (R$ 14.089,78), Paraíba (R$ 15 497,67) e Alagoas (R$ 15.653,51), todos concentrados na região Nordeste.

São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná. Entre os sete maiores PIBs per capita, apenas Santa Catarina subiu uma posição entre 2016 e 2017, passando à frente de Mato Grosso. Já na comparação com 2002, Mato Grosso foi o estado que mais avançou sua posição relativa, passando de 11ª para a 5ª posição em 2017.

Maranhão (27º) e Piauí (26º), por sua vez, foram os menores PIB per capita do Brasil em 2017. Desde 2002, os dois estados nunca deixaram de ocupar as duas últimas posições, embora tenham trocado de posição algumas vezes. Apesar de destacar-se como um dos menores PIB per capita ao longo da série, Piauí foi o estado em que o valor nominal desse indicador mais cresceu, aumentando cerca de 5,8 vezes entre 2002 e 2017: de R$ 2.441 para R$ 14.090.

Entre as regiões, em 2017 Sudeste, Sul e Centro-Oeste tiveram PIB per capita maior do que a média nacional. Nessas regiões, Minas Gerais, Espírito Santo e Goiás apresentavam indicador menor do que o nacional. Já os estados do Norte e Nordeste tiveram PIB per capita inferior à média nacional em toda a série. No Norte, 2017 foi o primeiro ano em que o Amazonas não ficou na primeira posição do PIB per capita da região, ficando atrás de Rondônia e Roraima. Já no Nordeste, Sergipe, que ocupava a primeira posição desde 2002, perdeu o posto para Pernambuco e Rio Grande do Norte em 2016, passando a ocupar a terceira posição na região desde então.

Remuneração de empregados – Na análise do PIB pela ótica da renda, em 2017 foi a primeira vez na série em que a remuneração dos empregados perdeu participação em relação ao ano anterior, apesar de se manter como principal componente (44,4%). A redução se deve à queda no número de empregados com carteira de trabalho assinada, o que fez com que o crescimento nominal das remunerações (4,2%) fosse inferior aos 8,0% dos impostos líquidos de subsídios, sobre a produção e importação e 4,8% do excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto.

Na análise por Grande Região, somente no Sul e no Centro-Oeste as remunerações dos empregados ganharam participação entre 2016 e 2017. Este ganho relativo deve-se ao menor crescimento do excedente operacional bruto mais o rendimento misto bruto no período, principalmente em vista da perda de valor adicionado bruto da Agropecuária, por conta da queda nos preços dos principais produtos agrícolas.

O Sudeste apresentou comportamento similar ao resultado do Brasil, com a remuneração dos empregados perdendo participação entre 2016 e 2017: de 44,5% para 43,9%. O resultado do Sudeste foi influenciado principalmente pelo Rio de Janeiro, que teve redução de salários mais acentuada, atrelada às atividades de Indústrias de transformação e Construção.

O Nordeste, que ao longo da série detinha o maior peso da remuneração dos empregados no PIB, saiu de 47,3% em 2016 para 46,8% em 2017, foi superado pelo Centro-Oeste (47,0%). No Piauí, Paraíba e Sergipe, o valor relativo da remuneração de empregados foi superior a 50%, o que se justifica em grande medida pelo peso da administração pública nestes estados.

No Norte, a participação da remuneração de empregados também foi mais expressiva em Roraima (60,3%); Acre (54,5%); e Amapá (55,1%), estados caracterizados pela baixa participação no PIB nacional e pelo peso relativamente alto da atividade de Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social em suas economias.

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