Maranhão fecha ciclo da safra 2017/2018 com uma produção recorde de grãos, segundo Conab

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AQUILES EMIR

A produção maranhense de grãos fecha o ciclo 2017/2018 com uma produção estimada em 5,585 milhões de toneladas, a maior da história e que corresponde a 16,6% a mais que a obtida na safra anterior, que foi de 4,790 milhões de toneladas. Os dados estão no 12º levantamento da safra divulgado nesta terça-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o levantamento, o grande destaque ficou para a soja, que corresponde com mais de 50% desse volume, com uma produção de 2,973 milhões de toneladas, 20,2% a mais do que a colheita anterior, que foi de 2,473 milhões. Já a produção de milho aparece com o segundo melhor desempenho, apesar de uma queda na comparação com a safra anterior, pois chegou a 1,884 milhão de toneladas contra 1,951 milhão, o que representa uma retração de 3,5%.

A produção de feijão também registrou uma pequena variação positiva, de 2,6%, pois saiu de 56,7 mil para 58,2 mil toneladas e a de arroz teve um crescimento maior, saindo de 255,9  mil para 320,9  mil toneladas, o que representa uma variação de 25,4%.

De acordo com o levantamento da Conab, dois fatores contribuíram para esse recorde na produção agrícola maranhense: o aumento da área plantada, que passou 1,565 milhão para  1,818 milhão de hectares, ou seja aumento de 16,2%, e a produtividade, que passou de 3.061 para 3.071 quilos por hectare, ou seja, 0,3% a mais.

Nacional – Sobre a produção nacional, ela atingiu  228,3 milhões de toneladas, a segunda maior do país, atrás apenas da registrada na safra passada. A área manteve-se próxima à estabilidade, com ligeira alta de 1,4%, passando de 60,9 milhões de hectares para 61,7 milhões de hectares.

A soja segue como importante destaque entre as culturas analisadas, apresentando crescimento de área e produtividade. O espaço destinado ao grão nas lavouras cresceu, sobretudo, em áreas destinadas à produção de milho 1ª safra, devido a melhor rentabilidade ao produtor. Além disso, as condições climáticas foram favoráveis à cultura, apesar de a estiagem ter atrasado o plantio. Com isso, a oleaginosa registrou produção recorde, chegando a uma colheita de 119,3 milhões de toneladas.

Com o mercado favorecendo ao produtor, o algodão é outro destaque positivo nesta safra. E  com uma área plantada de 1,17 milhão de hectares, o que representa um crescimento de aproximadamente 25%, e uma produtividade (algodão em caroço) de 4.267 quilos por hectare, o produto registra produção de 5 milhões de toneladas.

O desempenho da safra atual só não foi melhor devido à produtividade que registrou queda em nível nacional de 5,2%, impulsionada, principalmente, pelo desempenho do milho segunda safra em quase todas as regiões brasileiras. Segundo análise da Conab, o atraso no plantio da soja fez com que os agricultores perdessem a janela ideal para plantar, o que gerou impacto direto na produtividade. Além disso, a área destinada para o grão também diminuiu, uma vez que as condições de mercado não estavam tão favoráveis como em outros anos.

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