Maranhão pode receber 2,38% dos recursos para defesa agropecuária

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Caso o Congresso Nacional aprove o projeto do senador Roberto Muniz (PP-BA), o Maranhão passará a contar com 2,38% dos recursos do Orçamento da União para ações de defesa agropecuária. De acordo com o projeto, haverá percentuais fixos, a exemplo do Fundo de Participação dos Estados (FPE), para os repasses dos entes federados às ações de inspeção e controle da saúde dos animais e vegetais.

Roberto Muniz afirma que o objetivo é garantir o desenvolvimento de uma agropecuária competitiva, com a possibilidade de planejamento e gestão financeira do setor, cujas atividades estão diretamente ligadas à qualidade dos produtos que chegam à mesa dos brasileiros. Segundo o senador, com os novos percentuais de repasse, haverá melhorias na execução dos recursos do Ministério da Agricultura que já são destinados atualmente para os estados, e a possibilidade de maior controle da pasta sobre as ações de defesa sanitária agropecuária em todos os entes da federação.

A proposta prevê a partilha de 80% dos recursos destinados aos repasses federais, ficando os outros 20% destinados, a critério do Ministério, para possível compensação a entes federados ou para emergências sanitárias. Atualmente, os recursos financeiros para as ações de defesa são deliberados por meio de convênios entre a União e os entes da Federação.

O projeto altera esse processo, ao instituir a transferência mensal, direta e obrigatória dos recursos para contas correntes dos entes federativos, na proporção de 1/12 do valor previsto para o exercício. O projeto veda a utilização dos recursos para o pagamento de despesas de caráter continuado. “Há ainda a definição da contrapartida dos entes favorecidos, levando-se em conta sua capacidade financeira ou se sua localização está na abrangência das superintendências de desenvolvimento regionais ou na faixa de fronteira. O projeto prevê a prestação de contas como medida de controle e transparência, através de demonstrativos disponibilizados em site para este fim na Internet”, explicou o senador.

Roberto Muniz ressaltou ainda que a organização é necessária, já que a natureza continuada das ações de defesa não pode sofrer com a suspensão ou contingenciamento dos recursos. Ele lembrou que as atividades relacionadas à defesa agropecuária são, em geral, de natureza contínua e carecem de uma segurança financeira. “A suspensão ou contingenciamento dos recursos orçamentários, mesmo que por breves períodos, podem colocar em risco os seus objetivos”, afirmou.

O senador entende que um sistema robusto de defesa, com aperfeiçoamento no planejamento e na gestão financeira, vai ao encontro do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). Ele argumentou ainda que sua proposta apresenta ao sistema alternativas viáveis de financiamento aos órgãos executores, cujas atuações estão atreladas às questões de saúde, segurança alimentar, meio ambiente, economia sustentável e emprego e renda.

Critérios – A distribuição dos recursos, explica o senador na justificação da proposta, será balizada pelos Planos Plurianuais de Atenção à Sanidade Agropecuária, já previstos no regulamento do Suasa, que deverão conter as metas, as responsabilidades de cada instância do sistema, os recursos necessários, inclusive contrapartidas financeiras e fontes de financiamento.

Ele propõe ainda que a distribuição leve em consideração metas e parâmetros relativos à realidade de cada estado e município, incluindo nos aspectos físico e territorial: área plantada (ha), extensão de fronteiras internacionais (Km²), imóveis rurais cadastrados; no aspecto técnico e demográfico: rebanhos registrados (cabeças) e população rural; e no aspecto econômico: valor bruto da produção de lavouras (R$), exportações agropecuárias (U$) e participação de pessoal ocupado na agricultura familiar.

O projeto será analisado pelas Comissões de Agricultura (CRA) e de Assuntos Econômicos (CAE), recebendo decisão terminativa na última. A presidente da CRA, senadora Ana Amélia (PP-RS), designou como relator o senador Wellington Fagundes (PR-MT), que é médico veterinário.
(Agência Senado)

Distribuição de recursos da União para a defesa agropecuária de acordo com o PLS 379/2016:

  • Rio Grande do Sul –  8,36%
  • Paraná –  7,83%
  • Mato Grosso  –  7,78%
  • Minas Gerais –  7,50%
  • São Paulo –   7,49%
  • Bahia –  5,69%
  • Goiás –  4,21%
  • Mato Grosso do Sul –  4,08%
  • Santa Catarina – 3,63%
  • Pará  –  3,53%
  • Maranhão  –  2,38%
  • Rondônia  –  2,06%
  • Amazonas  –  1,98%
  • Ceará – 1,89%
  • Pernambuco  –  1,57%
  • Acre  –  1,45%
  • Piauí  –  1,30%
  • Roraima  –  1,17%
  • Espírito Santo  –  1,10%
  • Tocantins  –  1,07%
  • Alagoas –  0,83%
  • Paraíba  –  0,74%
  • Sergipe –  0,58%
  • Rio de Janeiro –  0,56%
  • Rio Grande do Norte – 0,56%
  • Amapá – 0,47%
  • Distrito Federal – 0,19%
  • A critério do Ministério da Agricultura  –  20,00%
  • Brasil  –  100,00%

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