Maranhão tem muito a ganhar com Bolsonaro com união de deputados e senadores

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AQUILES EMIR

Eleito pelo PMN, mas ainda sem saber qual será seu destino, já que seu partido não atingiu a Cláusula de Barreira, o deputado federal Eduardo Braide disse nesta sexta-feira (08), ao participar, em São Luís, da solenidade de posse da nova diretoria da OAB-MA, que o Maranhão não tem muito a ganhar com o governo de Jair Bolsonaro, se os deputados federais e senadores trabalharem unidos, focados em projetos que beneficiem o estado e sua população. Para ele, é preciso superar diferenças para se trazer recursos e projetos para o estado.

De acordo com o deputado, nesta primeira semana de trabalhos deu para sentir que essa unidade, apesar da pluralidade de ideias, é possível na Câmara, e espera que ela se mantenha para que as diferenças ideológicas e partidárias não atrapalhem o encaminhamento de propostas que venham beneficiar o Maranhão e os maranhenses. Segundo ele, as posições dos que são contra ou a favor do governo federal não podem penalizar a população que delegou ao parlamentares o poder de representá-la em Brasília.

Quanto às diferenças entre apoiadores e opositores do governo estadual, acha que esse é um debate para consumo interno, sem necessidade de tornar os congressistas maranhenses em adversários que não possam se aproximar, se entender e trabalhar unidos em prol de uma causa maior.

Braide torce para que no Senado, Eliziane Gama (PPS), Roberto Rocha (PSDB) e Weverton Rocha (PDT) também possam ter o entendimento de que as diferenças não podem prejudicar a junção de esforços para pleitear benefícios aos maranhenses.

Na próxima terça-feira (13), a bancada do estado, na Câmara e no Senado, escolhe o seu coordenador. A disputa está entre os deputados Juscelino Filho (DEM), que é o preferido do governador Flávio Dino (PCdoB), e Gil Cutrim (PDT), mais simpático aos opositores do governo do estadual. Caso a escolha seja feita sem traumas, a tese de Braide pode se concretizar, mas se a disputa azedar, complica.

Bolsonaro – Eduardo Braide diz que esses primeiros dias do governo e dos trabalhos no parlamento foram prejudicados pela internação do presidente Jair Bolsonaro, que está no Albert Einstein, onde se submeteu a uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia que usa desde o atentado a faca em setembro do ano passado, quando ainda estava em campanha.

Como o encaminhamento de alguns projetos ao Congresso Nacional depende da aprovação, primeiro, do presidente, os parlamentares aguardam essas propostas para iniciarem os debates e acabarem com as especulações que vêm sendo feitas sobre reforma da Previdência, medidas anticrime e anticorrupção etc.

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