Maranhão tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano em expectativa de vida e renda familiar

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AQUILES EMIR

O Maranhão é o estado em que as pessoas têm menor expectativa de vida ao nascer, segundo dados do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) divulgados nesta terça-feira (16) pela Fundação João Pinheiro. Os índices, que mostram a variação de 2016 para 2017, foram calculados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) tendo por base da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (Radar IDH-M) brasileiro ficou praticamente estável de 2016 para 2017, passando de 0,776 para 0,778, em uma escala de 0 a 1. Das três dimensões que abrangem o levantamento – renda, educação e longevidade – o pior resultado foi o de renda per capita, que caiu de R$ 842,04 para R$ 834,31 de 2016 para 2017, o que representa uma queda de 0,92%.

No ranking geral, o Maranhão é o penúltimo colocado no ranking do IDHM, à frente apenas de Alagoas. Os melhores posicionados são Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina. O estudo completo pode ser acompanhado aqui.

O quesito longevidade, segundo o levantamento, apresentou tendência de crescimento em todas as unidades da Federação. Em 2017, duas unidades polarizam o indicador: Distrito Federal, com a maior esperança de vida, e Maranhão, com a menor. Além do Maranhão (70,85 anos), Piauí (71,23) e Rondônia (71,53) apresentaram os menores valores para a esperança de vida, enquanto Distrito Federal (78,87), Minas Gerais (77,49), Santa Catarina (76,97) e Rio de Janeiro (76,48) possuem as maiores esperanças de vida ao nascer.

O Maranhão aparece também em último lugar no quesito renda domiciliar per capita.

As unidades federativas com os maiores valores são Distrito Federal (R$ 1.681,05), São Paulo (R$ 1.133,15) e Rio Grande do Sul (R$ 1.073,02). A renda domiciliar per capita média do Distrito Federal, em 2017, era quatro vezes maior que a de uma família do Maranhão (R$ 387,34).

Educação – No que se refere ao índice da Educação, o Maranhão (0,073) aparece entre os estados com maiores tendências de aumento, mas fica atrás do Amazonas (0,100) e Pará (0,076) e no Maranhão (0,073). O Distrito Federal (0,030) e o Acre (0,029) foram os que apresentaram as menores tendências de avanço para o período. Embora todas as unidades tenham apresentado significativos avanços no período, observou-se que, entre 2016 e 2017, o índice sofreu uma queda em 11 delas.

“Os indicadores de educação e saúde são os que mais resistem, inclusive à queda monetária. Isso é resultado de políticas sociais que certamente demandam continuidade no momento a seguir”, avalia a situação nacional, o diretor de Estudos e Políticas Regionais Urbanas e Ambientais do Ipea, Aristides Monteiro Neto.

 

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