Maranhão tem uma das maiores taxas de subutilização de trabalhadores

0
367

O Maranhão foi um dos estados brasileiros que apresentaram no 4º trimestre do ano passado maior taxa de subutilização da força de trabalho (que agrega os desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e os que fazem parte da força de trabalho potencial), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, “entre as unidades da Federação o Piauí (40,7%), a Bahia (37,7%), Alagoas (36,5%) e Maranhão (35,8%) apresentaram as maiores taxas de subutilização da força de trabalho e as menores taxas foram em Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%)”, diz o IBGE.

Em nível nacional, a taxa ficou em 23,6%, o que representa 26,4 milhões de pessoas. No 3º trimestre de 2017, para Brasil, essa taxa foi de 23,9% e, no 4º trimestre de 2016, de 22,2%. Já a taxa média anual para 2017 ficou em 23,8%.

A taxa de desocupação no 4º trimestre de 2017 (11,8% no Brasil) apresentou redução de 0,6 ponto percentual na comparação com o 3º trimestre de 2017 (12,4%) e ficou estatisticamente estável frente ao 4º trimestre de 2016 (12,0%). Ainda na comparação com o 3º trimestre de 2017, houve retração desse indicador em quase todas as regiões: Norte (de 12,2% para 11,3%), Nordeste (de 14,8% para 13,8%) e Sudeste (de 13,2% para 12,6%).

O Nordeste (13,8%), apesar da queda na comparação trimestral, permaneceu com a maior taxa de desocupação entre todas as regiões. Na comparação anual a taxa recuou nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, permanecendo estável no Sudeste e no Sul.

As unidades da federação que apresentaram as maiores taxas de desocupação foram Amapá (18,8%), Pernambuco (16,8%), Alagoas (15,5%), Rio de Janeiro (15,1%) e Bahia (15,0%). As menores taxas de desocupação foram observadas em Santa Catarina (6,3%) Mato Grosso do Sul (7,3%), Mato Grosso (7,3%), Rondônia (7,6%) e Rio Grande do Sul (8,0%).

Pela primeira vez, a Pnad Contínua traz dados sobre o desalento. No 4º trimestre de 2017, o contingente de desalentados foi de 4,3 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012. O Nordeste tinha 59,7% do total de desalentados. Entre as unidades da federação, os maiores contingentes estavam na Bahia (663 mil) e Maranhão (410 mil).

A taxa de desalento no 4º trimestre ficou em 3,9% da força de trabalho ampliada do Brasil, com Alagoas apresentando a maior taxa entre as unidades da Federação (15,4%).

Considerando o emprego com carteira de trabalho assinada na iniciativa privada (exceto empregados domésticos), apenas a Região Norte apresentou expansão em relação a 2016: de 59,4% para 61,0%, enquanto as demais registraram queda na proporção desses empregados.

No que tange à composição da população ocupada no 4º trimestre de 2017, o Sudeste e o Centro-Oeste tinham mais empregados, o Norte e o Nordeste mais trabalhadores por conta própria. A participação da população preta no contingente de pessoas desocupadas aumento de 9,6% em 2012 para 11,9% em 2017.

Amapá tem maiores taxas de desocupação no 4º trimestre e na média anual

 

Medidas de Subutilização da força de trabalho – 4º trimestre de 2017
 % Taxa de Desocupação  % Taxa  de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação  % Taxa de desocupação e força de trab potencial  % Taxa total de subutilização da força de trab  % Taxa de Desalento na força de trab ampliada
Brasil 11,8 18,0 17,8 23,6 3,9
Norte 11,3 19,1 19,8 26,8 4,9
Rondônia 7,6 12,6 11,0 15,8 1,8
Acre 12,2 18,1 23,0 28,2 7,4
Amazonas 13,5 18,7 20,3 25,1 4,9
Roraima 9,4 13,2 16,9 20,5 3,9
Pará 10,7 21,4 21,0 30,5 5,2
Amapá 18,8 22,6 26,6 30,1 5,3
Tocantins 10,5 15,6 17,8 22,6 6,0
Nordeste 13,8 24,8 25,0 34,6 9,0
Maranhão   13,3 23,4 27,4 35,8 12,7
Piauí 13,3 29,3 27,2 40,7 10,6
Ceará 11,1 21,0 20,5 29,3 7,0
Rio Grande do Norte 12,3 23,0 26,1 35,1 10,6
Paraíba 10,1 21,1 22,3 31,9 10,3
Pernambuco 16,8 24,7 25,0 32,1 7,2
Alagoas 15,5 22,2  31,0 36,5 15,4
Sergipe 13,4 24,9 21,8 32,1 7,0
Bahia 15,0  28,3 26,1 37,7   8,0
Sudeste 12,6 17,2  16,3 20,7 1,9
Minas Gerais  10,6   17,1 16,3 22,3 3,2
Espírito Santo  11,6 15,8 15,4 19,4 1,9
Rio de Janeiro 15,1 17,5 17,2 19,5 0,9
São Paulo 12,7 17,2 16,0 20,4 1,6
Sul 7,7 11,6 10,8 14,6 1,3
Paraná 8,3 12,4 12,1 16,1 1,8
Santa Catarina 6,3 8,7 8,4 10,7 0,8
Rio Grande do Sul 8,0 12,8 10,8 15,5  1,1
Centro-Oeste 9,4 13,1 13,7 17,3 2,1
Mato Grosso do Sul 7,3 12,3 12,9  17,6 2,6
Mato Grosso 7,3 10,2 11,6 14,3 2,3
Goiás 9,4 13,5 13,5 17,4 2,1
Distrito Federal 13,2 16,0 17,1 19,8 1,5
 Fonte: PNAD Contínua

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui