Maranhão volta a registrar saldo positivo na geração de empregos

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AQUILES EMIR

O Maranhão voltou a registrar saldo positivo na geração de empregos. Segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (20) pelo Ministério do Trabalho e Previdência, no mês de maio, o saldo foi de 782 postos de trabalho preservados, resultado de 12.589 admissões e 11.807 demissões.

Apesar do saldo positivo de maio, o acumulado dos cinco meses é negativo em 6.092 postos de trabalho desativados, pois neste período houve 57.080 admissões e 63.172 demissões. Quanto ao acumulado dos últimos 12 meses, o saldo negativo é ainda maior: 10.908, resultado das 146.706 admissões e 157.164 demissões.

Este foi o melhor mês de maio dos últimos três anos, pois nos anteriores houve saldos negativos: -196, em 2016, e -1.262 em 2015, lembrando que em 2014 houve saldo positivo de 696, porém menor que o deste ano, mas na série histórica iniciada em 2003 o melhor maio foi o de 2007, quando o Maranhão teve um saldo positivo de 2.309 na geração de empregos.

De acordo com os dados do Caged, agropecuária foi o setor que mais contribuiu para o saldo positivo de maio, enquanto o comércio teve o pior desempenho. Veja os números:

Extrativa Mineral -25
Indústria de Transformação 346
Serviços Industriais de Utilidade Pública – SIUP 106
Construção Civil 318
Comércio -932
Serviços 392
Administração Pública 168
Agropecuária 409

 

Brasil – Pelo segundo mês consecutivo, e pela terceira vez este ano, o Brasil teve saldo positivo na geração de empregos. Segundo dados do Caged, 34.253 novos postos de trabalho formal foram abertos em maio, um aumento de 0,09% em relação a abril. O resultado também foi positivo se considerados os números de janeiro a maio. No acumulado do ano, houve um crescimento de 48.543 postos de trabalho, representando uma expansão de 0,13% em relação ao estoque de empregos que havia em dezembro de 2016.

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, avalia que, aos poucos, o país vem recuperando os empregos fechados nos últimos anos devido às crises econômica e política registradas no país. “O governo federal tem feito um esforço grande e constante para adotar medidas que incentivem a geração de empregos. E o resultado nós temos visto no desempenho do Caged desde o ano passado, mas, sobretudo, nos últimos meses”, afirma.

Setores – Dos oito principais setores da economia, quatro tiveram desempenho positivo. O principal foi a Agropecuária, que gerou 46.049 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,95%. As culturas responsáveis por esse resultado foram o café, sobretudo em Minas Gerais; a laranja, em São Paulo; e a cana-de-açúcar, em São Paulo e no Rio de Janeiro.  Os outros setores com performance positiva foram os Serviços, que tiveram acréscimo de 1.989 postos (+0,01%); a Indústria de Transformação, com 1.433 vagas a mais (+0,02%); e a Administração Pública, que gerou 955 vagas formais (+0,11%).

Tiveram saldo negativo os setores do Comércio, que fechou 11.254 postos (-0,13%); da Construção Civil, com 4.021 vagas a menos (-0,18%); da Indústria Extrativa Mineral, com resultado negativo de 510 postos (-0,26%); e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública, que fecharam 387 vagas (-0,09%).

Desempenho regional – A região que mais gerou empregos em maio foi o Sudeste, com a criação de 38.691 postos de trabalho formal. Os estados que se destacaram foram Minas Gerais, que teve saldo positivo de 22.931 postos, e São Paulo, que gerou 17.226 novas vagas. Esses resultados  se devem principalmente ao aumento na oferta de vagas formais na Agropecuária, Serviços e Indústria.

A segunda região com maior crescimento no nível de emprego foi o Centro-Oeste, com acréscimo de 6.809 postos, seguida do Nordeste, com saldo positivo de 372 vagas. Em contrapartida, houve retração nas regiões Norte (-1.024 postos) e Sul (-10.595).

(Com dados do MTE)

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