No primeiro discurso fora da cadeia, Lula critica Bolsonaro, Moro e Dallagnol

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou nesta sexta-feira (08) à tarde a carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba após a decisão da Justiça Federal que autorizou sua soltura. Lula estava preso desde 7 de abril do ano passado pela condenação no caso do triplex do Guarujá (SP), um dos processos da Operação Lava Jato.

Lula deixou a sede da PF pela porta da frente, acompanhado por parlamentares do PT e seus advogados. Ele caminhou em direção aos apoiadores que o esperavam em um palco, onde fez um pronunciamento aos militantes.

A liberdade do ex-presidente foi proferida pelo juiz Danilo Pereira Júnior, após a defesa de Lula pedir a libertação do ex-presidente com base na decisão proferida ontem (7) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a validade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após a segunda instância.

Discurso – Falando para a militância petista que o aguardava na porta da sede da Polícia Federal, Lula falou em “safadeza” e “canalhice” dos que formam “lado podre” de Ministério Público Federal, Polícia Federal, Justiça e Receita Federal. “Vocês eram o alimento da democracia que eu precisava para resistir à safadeza e à canalhice que um lado podre do estado brasileiro fez comigo e com a sociedade brasileira”, disse ele.

Lula disse ainda que “o lado podre da justiça, o lado podre do Ministério Público, o lado podre da Polícia Federal e o lado podre da Receita Federal trabalharam para tentar criminalizar a esquerda, criminalizar o PT, criminalizar o Lula.”

O ex-presidente atacou também o ex-juiz Sergio Moro (autor da sentença que o condenou por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro), hoje ministro da Justiça, e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato.

Ele fez um elogio ao ex-ministro Fernando Haddad, que na sua opinião, não é o presidente porque a eleição foi roubada, desconfiança que nem mesmo o PT nunca levantou. Várias vezes ele citou o nome do presidente Jair Bolsonaro e citou os números do IBGE, divulgados terça-feira (05) para mostrar que o Brasil ficou mais pobre depois que saiu do governo.

Apesar das críticas raivosas, Lula disse que sai da prisão sem ódio. “Aos 74 anos meu coração só tem espaço para amor porque é o amor que vai vencer neste país”, disse, diante de aplausos dos militantes presentes.

Sobre os passos que pretende dar nos próximos dias, anunciou que “as portas do Brasil estarão abertas para eu percorrer este país”.

(Com informações da Agência Brasil e Folha de São Paulo e foto da Agência PT)

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