Novo presidente da Associação Comercial quer aproximação do poder público do empresariado

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Cristiano Fernandes, eleito em chapa única, diz que vai "acordar o dragão" que é a Associação Comercial (Class Mídia)

AQUILES EMIR

Eleito nesta quarta-feira (11), com mais de 60% dos votos, presidente da Associação Comercial do Maranhão, o empresário Cristiano Cantanhede anunciou, após proclamação do resultado, que pretende expandir as ações da entidade, levando de volta os sócios que estão afastados, ampliação do quadro associativo, parcerias com os demais órgãos de representação do empresariado e aproximação com o poder público. “Temos de acordar esse dragão”, disse ele, referindo-se ao potencial da ACM e os desafios que ela tem para inserir o empresariado no processo de transformação por que passa o Maranhão.

Filho do ex-presidente Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, Cristiano disse que seu entrosamento com a entidade deu-se com mais intensidade na atual gestão, quando passou a ser diretor e participou ativamente de algumas missões que lhe foram confiadas pelo presidente Felipe Mussalém, dentre elas a elaboração do plano estratégico da entidade.

Bem ao estilo dos empresários que presidiram a Casa ao longo desses 165 anos de existência, Cristiano disse que a classe empresarial não pode ficar às margens das mudanças e para isto é preciso que haja uma maior aproximação do poder público da iniciativa privada, para que se saiba para onde o governo está direcionando o estado, ou seja, deu o tom político sem querer partidarizar a entidade, apenas mantendo a tradição de isenção para poder representar bem os associados.

Cristiano Fernandes fala aos associados ao lado da vice, Magnólia Rolim (Class Mídia/divulgação)

Conciliador – O novo presidente da ACM escolheu para vice a empresária Magnólia Rolim, que na atual gestão preside o Comitê da Mulher Empresária. Trata-se, segundo ele, de uma das mais dinâmicas empreendedoras do estado. Ela é diretora do Grupo Magnólia, maior revendedor de combustíveis do Maranhão, e com empreendimentos em outros segmentos: pecuária, imóveis etc.

Magnólia fez questão de agradecer a ex-presidente Luzia Rezende, hoje presidente do Conselho Superior, por tê-la levado para o seio da entidade, onde aprendeu a conviver com “pessoas fantásticas”. Ela disse que está disposta a trabalhar para que a nova gestão possa dar uma nova dinâmica à ACM.

O presidente Felipe Mussalém parabenizou o espírito conciliado do sucessor, que conseguiu formar uma chapa de consenso, lembrando que há três anos chegou ao comando da entidade num processo eleitoral acirrado, cujo embate ainda hoje mantém sem cicatrização feridas abertas pelo contundente debate de ideias. “Espero que esse entendimento seja mantido ao longo dos próximos três anos”, pregou.

O conselheiro Douglas Pinho, que foi presidente dos trabalhos de votação, ao parabenizar os presidentes – o que entra e o que sai – disse que a Casa estará muito bem compensada se Cristiano conseguir empatar em desempenho com Mussalém.

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