Esquecido Maranhão do Sul pode ser criado, graças a proposta de senador pelo Tocantins

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AQUILES EMIR

Há muito esquecido pelos políticos maranhenses que sempre se dedicaram a essa causa, a criação do Maranhão do Sul voltou a ser pauta no Senado graças a interinidade de apenas um mês do ex-governador do Tocantins, Siqueira Campos (DEM), que deixou protocolado na mesa diretora da Casa dois projetos de decreto legislativo para que sejam realizados  plebiscitos tanto no Maranhão quanto no Pará, neste para criação do estado de Tapajós. Ambas as propostas estão da Comissão de Constituição e Justiça e aguardam parecer de relator para serem debatidas e votadas.

O senador, que foi o principal responsável pela criação do estado do Tocantins, sua principal base eleitoral, vê uma enorme diferença de colonização entre a região norte e sul do Maranhão, o que seria suficiente para partição do estado. Se o projeto for aprovado, o Tribunal Regional do Maranhão realizaria um plebiscito para que a população maranhense decida pela divisão ou não do Estado.

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Pela proposta, passariam a fazer parte do novo estado, os municípios de Açailândia, Alto Parnaíba, Amarante do Maranhão, Arame, Balsas, Barra do Corda, Benedito Leite, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Buritirana, Campestre do Maranhão, Carolina, Cidelândia, Davinópolis, Estreito, Feira Nova do Maranhão, Fernando Falcão, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras, Governador Edison Lobão, Grajaú, Imperatriz, Itaipava do Grajaú, Itinga do Maranhão, Jenipapo dos Vieiras, João Lisboa, Lajeado Novo, Loreto, Mirador, Montes Altos, Nova Colina, Nova Iorque, Pastos Bons, Porto Franco, Riachão, Ribamar Fiquene, Sambaíba, São Domingos do Azeitão, São Félix de Balsas, São Francisco do Brejão, São João do Paraíso, São Pedro da Água Branca, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras, Senador La Roque, Sítio Novo, Sucupira do Norte, Tasso Fragoso e Vila Nova dos Martírios.

Defesa – O senador Eduardo Gomes (MDB-TO), titular do cargo e que reassumiu após afastamento de Siqueira Campos, defendeu nesta segunda-feira (19), em Plenário, projetos do ex-senador Siqueira Campos que convocam plebiscito para que a população opine sobre a criação de novos estados.

“Diferentemente do que muitos dizem, criar estados não dá prejuízo”, disse ele, ao afirmar que a presença do poder e da máquina pública em regiões antes isoladas tem efeitos positivos sobre a economia e a vida das pessoas.

O seu estado é um exemplo do benefício criado pelo surgimento de novas unidades federativas. “Um dado muito simples: criado em 1988, o estado de Tocantins tinha cerca de 120 médicos atendendo toda a região do estado, todos os municípios. 30 anos depois, são mais de 10 mil, 15 mil médicos, e as universidade formando, a cada ano, mais profissionais”, analisou.

Estados – Ao tomar posse, dia 16 de julho, Siqueira Campos (DEM-TO) defendeu a criação de mais 13 estados (veja como ficaria o mapa do Brasil com as novas unidades). Segundo ele, seria o mínimo, pois o ideal seria que o Brasil tivesse 50 estados.

“Temos um território imenso. Imaginem que, no Pará, há uma cidade cuja jurisdição é maior que a do estado do Tocantins praticamente. Refiro-me à cidade de Altamira”, disse, sustentando que é preciso mudar essa realidade.

A interinidade de Siqueira Campos durou menos do que imaginavam políticos de sua região, principalmente o governador, Mauro Calersse, que levou o titular, Eduardo Gomes, para sua equipe e foi obrigado a abrir mão do auxiliar, após o suplente alegar problemas de saúde para interromper o mandato.

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