Ocupação da área de domínio da BR 135 é principal entrave para duplicação

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Ao participar, terça-feira (20), de reunião do Conselho Temático de Infraestrutura e Obras da Federação das Indústrias do Maranhão (CTINFRA/Fiema), o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Gerardo de Freitas Fernandes, disse que a ocupação das áreas de domínio da BR 135 por famílias e comerciantes é o principal entrave para duplicação da rodovia. A reunião foi comandada pelo presidente do CTINFRA e vice-presidente da Fiema, José de Ribamar Barbosa Belo, que preside também o Sindicato de Construção de Obras Rodoviárias (Sindcor).

Gerardo apresentou aos empresários da indústria o andamento das obras de duplicação da BR até Miranda do Norte.  Ele enfatizou que o primeiro lote da obra, que implica em 26,3 km ligando Estiva a Bacabeira, encontra-se em estado avançado, faltando a restauração da pista antiga e sinalização. Segundo o gestor, a previsão de conclusão total é dezembro deste ano.

Já a respeito do segundo lote de 44,3 km, que liga Bacabeira a Outeiro, Gerardo informou que a obra está na fase de limpeza do terreno e terraplanagem, com a previsão de entrega em junho de 2019.

No terceiro e último lote, que compreende a distância de 32 km, ligando Outeiro a Miranda, as obras ainda estão pouco avançadas, de acordo com o DNIT, devido ao período chuvoso, devendo ser entregues em dezembro de 2019.

Entraves – Iniciada em 2012, hoje um dos principais entraves da obra de duplicação da BR-135 é a população, segundo o gestor do DNIT, que se instalou com habitações e comércio a margem da faixa de domínio da rodovia, nos municípios de Bacabeira e Itapecuru.

A faixa de domínio é a base física sobre a qual assenta uma rodovia, constituída pelas pistas de rolamento, canteiros, obras-de-arte, acostamentos, sinalização e faixa lateral de segurança, até o alinhamento das cercas que separam a estrada dos imóveis marginais ou da faixa do recuo.

Para tentar solucionar essa situação, os empresários Benedito Mendes e Celso Gonçalo, que são atuantes naquela região, agendaram uma reunião para a próxima semana com lideranças comunitárias e o DNIT a fim de apresentar o projeto da obra e tentar resolver esses entraves.

Gerardo também frisou na reunião e tranquilizou os empresários informando que todas as rodovias federais que cortam o Maranhão estão com contratos de manutenção, conservação e de sinalização e logo passem os períodos chuvosos serão retomados.

“A reunião foi esclarecedora. Estamos acompanhando a situação da obra e esperamos que não haja mais prorrogações”, destacou José Ribamar Barbosa Belo.

Escoamento – Ainda na reunião, os representantes do Sindicato do Arroz e da Aprosoja entregaram para o superintendente do DNIT ofícios com reivindicações de melhorias em trechos específicos das rodovias federais, que comprometem o escoamento de grãos para o Porto do Itaqui e demais regiões do país.

(Com dados da Fiema)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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