Antônio Pallocci diz que o ex-presidente Lula pedia propina pessoalmente

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O Jornal Nacional, da Rede Globo, divulgou nesta segunda-feira (10), um vídeo de enquadramento ruim, com trechos do depoimento prestado pelo ex-ministro da Fazenda no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e da Casa Civil no de Dilma Rousseff (ambos do PT), Antonio Palocci ao Ministério Público. Ele afirmou que o ex-presidente Lula cuidava pessoalmente, em alguns casos, de pedidos de propinas.

O depoimento foi prestado dia 26 de junho a investigadores da Operação Greenfield, que apura irregularidades em fundos de pensão. Segundo Pallocci, Lula interferia nos fundos.

Num dos trechos do depoimento diz o ex-ministro:

“Antes de ele ser candidato a presidente naquela campanha gloriosa de 2002 e quando pela primeira vez o PT elege um representante na Previ, portanto o PT não era governo, quem procura o presidente para procurar [sic] uma interferência nesse fundo é Emilio Odebrecht, em nome da Braskem, que tinha sociedade com os fundos e estaria tendo por parte desse representante do PT muitas dificuldades. Ele nos pede para interferir nisso. Foi o evento mais antigo de atuação [de Lula] que eu conheça”, afirmou o ex-ministro.

O ex-ministro diz também como era o propinoduto na Petrobras após a descoberta do Pré-Sal:

“No governo federal, o pré-sal apareceu como passaporte para o futuro, como ele chamava. Ao final de seu governo, ele recebe um senhor bilhete premiado. O pré-sal se torna quase um motivo de delírio político no ambiente governamental. O presidente Lula começa a se desligar da parte legal de sua atuação como presidente e atuar diretamente no pedido de propina”, disse aos investigadores.

Ainda de acordo com o ministro, Lula sempre soube que havia ilícitos e sempre apoiou financiamento ilícito de campanha. “No caso do pré-sal ele começou a ter uma atuação pessoal.”

Outra interferência pessoal do presidente foi para compra dos caças suecos. Diz Pallocci: “O presidente chegou a assinar um protocolo com o presidente Nicolas Sarkozy [ex-presidente da França], no dia 7 de setembro, uma iniciativa completamente inadequada”, diz, por ter atropelado negociações técnicas. “Isso gerou todo o tipo de propina”, afirma.

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