Para João Alberto, denúncia do PT contra o senador Aécio Neves parece matéria requentada

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João Alberto diz que todos governadores trabalharam por São Luís e basta comparar o que cada um fez

AQUILES EMIR

O senador João Alberto (PMDB), que preside o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado vai apreciar nesta terça-feira (03) a ação movida pelo PT contra o senador mineiro Aécio Neves (PSDB), que foi afastado de suas funções, semana passada, pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal, por suposta tentativa de obstrução da Justiça, conforme denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

Em conversa gravada pelo empresário Joesley Batista, o senador tucano pede dinheiro emprestado para cobrir despesas com advogados e reclama das investigações contra políticos e empresários.

Esta é a segunda vez que o destino de Aécio dependerá de uma posição de João Alberto, que pode abrir a investigação, nomeando um relator para dar parecer sobre o caso, ou então arquivar, se julgar inconsistentes as acusações.

Nesta segunda-feira (02), em São Luís, o senador disse que passou o fim de semana recebendo telefonemas de Brasília, pedindo sua opinião sobre o caso, mas ele disse que só poderá se pronunciar após ler as alegações dos petitas. “Preciso saber se há fatos novos, mas pelo que soube trata-se de uma matéria requentada”, disse, dando sinais de que poderá não acatar a representação.

João Alberto não concorda com a decisão dos ministros do STF, mas não quis entrar em detalhes, já que trata-se de decisão judicial e cabe ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, tomar as providências.

Representação – Sexta-feira, a presidente do Partido dos Trabalhadores, a senadra paranaense Gleise Hoffmann, justificou a posição da legenda. Segundo ela, “o Código de Ética do Senado Federal dá poderes para a Casa tratar do assunto e afastar o senador Aécio Neves. Por isso, nós vamos acionar os mecanismos institucionais adequados para que isso seja feito”.

Apesar dessa posição, o PTs reafirmou que a decisão do STF não tem previsão constitucional. Quem tem poder de afastar temporária ou definitivamente um senador no exercício de seu mandato é o próprio Senado Federal.

O PT não tem nenhuma razão para defender Aécio Neves, mas tem todos os motivos para defender a democracia e a Constituição”, disse a senadora.

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