PDT oficializa candidatura de Ciro Gomes a presidente da República

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LUÍZA DAMÉ

O PDT confirmou nesta sexta-feira (20) a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido. “Ciro tem a responsabilidade de ser a síntese do Brasil soberano, mais justo e mais soberano”, afirmou o presidente do PDT, Carlos Lupi.

A convenção reuniu integrantes do Diretório Nacional e do Conselho Político, representantes de movimentos sociais vinculados ao partido, senadores, deputados federais e estaduais, delegados e presidentes das comissões provisórias.

Na mesma convenção, o PDT decidiu delegar à Executiva Nacional a escolha do candidato a vice. Caberá também à cúpula pedetista articular com outras legendas e fechar a coligação que apoiará o presidenciável. Os partidos têm até o dia 15 de agosto para apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a chapa completa, incluindo as legendas aliadas.

Ciro Gomes fez um discurso de quase 30 minutos, no qual apresentou suas principais proposta. “A primeira e mais urgente tarefa é gerar empregos”, afirmou para uma plateia de aproximadamente 800 pessoas que lotavam o auditório da sede nacional do PDT. Para gerar empregos, disse que é preciso investir em ciência, tecnologia e inovação, bem como recuperar a indústria brasileira.

Mais de uma vez, Ciro citou o ex-governador Leonel Brizola, fundador do PDT, que morreu em 2004, mas ainda é reverenciado no partido. “Recebo esta grave missão do PDT do meu amigo Leonel Brizola, porque quero cuidar do nosso povo. Quero protegê-lo”, disse. Ciro Gomes defendeu uma campanha em que o debate de ideias prevaleça sobre o ódio: “O Brasil não vai sair desta situação difícil na base do nós contra eles”.

Ainda sem vice e sem alianças, Ciro convidou “todos as forças políticas” a se juntarem ao PDT para “ajudar a mudar o Brasil”. O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que agora a missão dos filiados e simpatizantes é multiplicar o trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo país e defender a candidatura de Ciro Gomes. “Vamos, a partir de agora, invadir as ruas e as praças do país para fazer Ciro Gomes presidente do Brasil”, disse Carlos Eduardo Alves, ex-prefeito de Natal (RN).

O PDT confirmou a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República, na convenção nacional que reuniu filiados do partido.

A expectativa da cúpula do PDT é que a eleição presidencial alavanque o partido nos estados. Lupi tem falado em eleger este ano uma bancada de pelo menos 40 deputados federais. Atualmente o partido tem 19 deputados federais e três senadores.

Até agora, o PDT tem oito nomes para disputar os governos estaduais: Waldez Góes (AP), Lígia Feliciano (PB), Carlos Eduardo Alves (RN), Jairo Jorge (RS), Pedro Fernandes (RJ), Acir Gurgacz (RO), Odilon de Oliveira (MS) e Osmar Dias (PR).

Perfil – Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época.

Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula, e tocou o projeto de Transposição do Rio São Francisco. Deixou a Esplanada dos Ministérios para concorrer a deputado federal e foi eleito. Também exerceu dois mandatos de deputado estadual no Ceará. Tem 60 anos e quatro filho.

(Agência Brasil)

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