PDT suspende Gil Cutrim e outros deputados que votaram pela reforma

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Senador Weverton Rocha (de azul) participou da reunião que puniu deputado Gil Cutrim

Os oito deputados do PDT que votaram a favor da reforma da Previdência, dentre eles Gil Cutrim, pelo Maranhão, estão com suas atividades partidárias suspensas. A decisão foi tomadas, nesta quarta-feira (17), pela Executiva Nacional, a Comissão de Ética e os presidentes do Movimentos Sociais do partidos, numa reunião da qual participou o senador Weverton Rocha, que é presidente da executiva estadual maranhense.

Os parlamentares desrespeitaram uma decisão da direção nacional que seria de votar contra o projeto levado ao plenário da Câmara dia 10 e poderão sofrer outras punições que podem até resultar em expulsão, o que pode demorar até 60 dias.

Reunido em março, o Diretório Nacional do PDT fechou questão por unanimidade contra a Reforma da Previdência apresentada pelo atual governo. De acordo com o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, a decisão do diretório é soberana e representa todas as instâncias partidárias. O PDT também deliberou que filiados que façam parte de grupos de financiamento externo não receberão legenda do PDT para disputar eleições.

Além de Gil Cutrim (foto), votaram pela aprovação da reforma, Alex Santana (BA), Flavio Nogueira (PI), Jesus Sérgio (AC), Marlon Santos (RS), Silvia Cristina (RO), Subtenente Gonzaga (MG) e Tabata Amaral (SP).

“O Diretório nacional decidiu. Temos uma proposta paralela que Ciro está nos ajudando a levar à todos os cantos do Brasil e que achamos que seja uma reforma justa. Todos tiveram todas as instâncias partidárias para discutir, apresentar propostas. E somente no dia da votação, depois de meses de discussões internas, os parlamentares se posicionaram a favor desta covardia contra os trabalhadores brasileiros. Mas é importante lembrar também que ainda terá uma segunda votação na Câmara, em agosto. O ser humano vive da evolução. E acho que todos podem evoluir durante esse processo”, previu Lupi.

Ainda de acordo com Luppi, “os oito parlamentares estão com as suas atividades partidárias e de representação na Câmara suspensas. Nenhum desses oito pode falar em nome do partido, ter função em nome do partido ou participar da direção do partido até a decisão final do diretório nacional”. Luppi também anunciou que poderá reivindicar na Justiça Eleitoral o mandato de quem se desligar da legenda após essa punição.

A partir de agora, a Comissão de Ética, que conta com cinco membros permanentes e mais três suplentes, inicia o processo disciplinar contra os parlamentares. Todos terão amplo espaço de defesa, onde poderão expor todas as variáveis que os levaram a desrespeitar a decisão do Diretório Nacional – maior instância partidária. Depois, um relatório será encaminhado à Executiva Nacional da legenda, que por sua vez, levará ao pleno do Diretório Nacional. A decisão poderá levar até 60 dias.

Enquanto o processo não chegar à decisão final, todos os oitos parlamentares estão com todas as suas representações partidárias suspensas, seja no Congresso Nacional ou nos seus estados de origem.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação