Horário de Verão deixa de ser adotado no Brasil após 34 anos

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A esta altura do ano, moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste já estariam se preparando para acordar uma hora mais cedo com o início do horário de verão, em vigor desde 1985. Porém, um decreto assinado em abril pelo presidente Jair Bolsonaro cancelou a mudança nos relógios este ano.

Adotado para aproveitar a iluminação natural no fim da tarde, quando o consumo de energia é mais alto, o horário de verão era também impopular: a falta de luz solar primeiras horas do dia, dificultava a vida de trabalhadores e estudantes. Pesquisa do DataSenado, entre outras, apontou em 2018 que a maioria dos consultados queria o fim da medida.

Desde a sua implantação, o horário de verão foi perdendo força — alvo de diversas propostas no Senado que queriam o seu fim, como o PLS 42/2014, o PLS 559/2015 e o PLS 438/2017. Desde 1985, diversos estados deixaram de adotá-lo e a duração da medida também foi sendo gradualmente reduzida. Nos últimos anos, por exemplo, como em 2017, já havia sinais de que ele poderia deixar de acontecer.

11.10.2017 Brasília, DF, Brasil 11/10/2017 Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília. O horário brasileiro de verão começa à zero hora de domingo (15). A partir desse dia, os relógios precisam ser adiantados em uma hora. A medida estará vigente até as 23h59 de 17 de fevereiro de 2018. O principal objetivo do horário de verão é reduzir a demanda por energia no horário de pico, ou seja, das 18 às 21 horas, e evitar sobrecarga.
Reportagem da Rádio Senado ouve especialistas e pessoas atingidas pela mudança no horário de verão (Pedro Ventura/Agência Brasília)

Reportagem especial – Esse é o assunto da reportagem especial “Um fim de ano diferente: o Brasil sem horário de verão”, do jornalista Adriano Faria, da Rádio Senado. Produzida em cinco capítulos de pouco mais de cinco minutos, a reportagem conta a história do horário de verão, com a opinião de especialistas do setor elétrico. Eles avaliam os impactos da decisão do governo de acabar com a medida que determinava que os relógios fossem adiantados em uma hora entre os meses de outubro e fevereiro.

A reportagem também traz depoimentos de pessoas que tinham a rotina alterada com a mudança no ponteiro dos relógios. E ainda faz um resgate histórico de projetos e discursos de senadores sobre o horário de verão. Em 2000, por exemplo, o então senador pernambucano Carlos Wilson comemorou a saída do seu estado da área de abrangência do horário de verão: “O trabalhador tinha que sair mais cedo de casa. E com isso o dia estava escuro, levando ao aumento considerável dos assaltos nos ônibus”, afirmou no Plenário.

(Agência Senado)

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