Maranhão perde 206 mil toneladas de soja na safra deste ano

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AQUILES EMIR

As perdas na colheita de soja no Maranhão, na safra deste ano, devem superar 206 mil toneladas, ou seja, 7% da última estimativa 2,930 milhões de toneladas. O levantamento é da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), que estima uma perda nacional acima de 16 milhões de toneladas em 12 estados, em decorrência de problemas climáticos, o que representa 13,85% da expectativa inicial de 117,26 milhões de toneladas para a safra atual.

Para fazer a projeção, técnicos da Aprosoja recolheram  informações nas unidades da Federação onde o cultivo do grão é mais expressivo. “Esse é o montante até o momento, mas a quebra ainda pode ser maior”, afirmou o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Bartolomeu Braz, após reunião da entidade.

De acordo com o levantamento, o Paraná é o estado mais atingido, com perdas de 30%, seguido da Bahia e Piauí (20% cada), Goiás (17%), Mato Grosso do Sul e Minas Gerais (15% cada). São Paulo e Tocantins contabilizam prejuízos em 10% da safra, seguidos por Mato Grosso (8%), Maranhão (7%), Santa Catarina (5%) e Rio Grande do Sul (5%), sendo que neste último o problema foi o excesso de chuvas.

Atualizada: perdas por clima podem chegar a 16 mi/ton

Matopiba – De acordo com o levantamento, na fronteira agrícola do Matopiba, formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a perda deve chegar a 2,043 milhões de toneladas. A soma da estimativa nos quatro estados era de 13,612 milhões de toneladas, porém deve haver uma quebra de 15%, o que reduzirá a colheita para 11,569 milhões de toneladas.

Bahia e Piauí devem registrar as maiores perdas, no Matopiba, algo em torno de 20% para cada um, enquanto no Tocantins ela deve chegar a 10%, ficando o Maranhão com o menor volume de perda.

A Aprosoja Brasil já fez pedido à ministra da Agricultura, Tereza Cristina, para garantir a prorrogação dos custeios e investimentos, mas que “infelizmente para alguns produtores” isso não vai ser suficiente, como informa o presidente da entidade.

“Já estamos pensando uma estratégia para repactuação das dívidas, inclusive pensando em securitização. Já estamos em conversas para ver se é criada uma linha especial de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) junto com algum auxílio do governo federal para reduzir o custo com juros para garantir saúde financeira desses produtores”, destaca Bartolomeu Braz.

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