Candidata a presidente pelo PCdoB diz que não há ruptura com PT

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A presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE) nesta quarta-feira (08) apresentou a pré-candidatura da jornalista e deputado estadual pelo Rio Grande do Sul Manuela D’Ávila às eleições presidenciais de 2018. Nos 95 anos da história do partido, esta é a segunda vez que o partido decide lançar uma candidatura à presidência da República.

“Esta jovem mulher exercerá uma pré-candidatura a serviço de um projeto de mudança. Vivemos uma grave ruptura democrática que acentuou a crise de forma simultânea e multifacetada. Debateremos saídas para a retomada do crescimento, para o fortalecimento do Estado como indutor do desenvolvimento, para a consolidação da democracia. Manuela se apresenta contra essa agenda nefasta do desmonte trazida por Temer, a serviço de algo diferente que se coloque na condição de defender um novo projeto popular em 2018”, pontuou Luciana.

Manuela agradeceu a presença de todos e disse estar contente na escolha do PCdoB apresentar uma pré-candidatura para as eleições presidenciais de 2018. “Eu sei que milhares de mulheres e trabalhadores brasileiros podem se sentir representados numa candidatura que debate saídas para a crise”.

Manuela – Ao ser questionada se a candidatura é uma ruptura com o PT, a parlamentar explicou que trata-se de uma decisão para apresentar as propostas do PCdoB para o Brasil e o povo brasileiro. “Não trata-se sobre ruptura com o Partido dos Trabalhadores, que nós temos uma relação fraterna”.

Na visão de Manuela, seus adversários são as múltiplas crises que o país vive. “É uma eleição onde os partidos precisam pensar em alternativas para enfrentar a crise”.

Manuela explicou que a história do partido é lutar em defesa do povo, e as mulheres são sempre as que mais sofrem com a desigualdade social.  “O PCdoB é um partido com histórias de mulheres que lutam”.

A escolha de Manuela como pré-candidata resultou dos debates que o PCdoB já está realizando na construção de seu 14º Congresso, no qual serão discutidas propostas e saídas para o Brasil.

“O PCdoB é construído por múltiplos setores da sociedade, não participam somente os políticos. Tem os movimentos sociais, os trabalhadores, a juventude, o setor industrial e muito mais. O congresso do partido, que será realizado entre 17 e 19 de novembro, aqui em Brasília, será o momento de oficialização em frente à militância que constrói nossa identidade”, esclareceu Manuela.

Ao ser questionada por jornalistas se a sua pré-candidatura era um contraponto ao do também pré-candidato Jair Bolsonaro (Patriota), Manuela respondeu: “O contraponto ao Bolsonaro é o bom senso do povo brasileiro”.

Fortalecimento – “É impossível que uma candidatura comprometida com a retomada do desenvolvimento do país e com a melhora das condições para os brasileiros enfraqueça qualquer projeto que tenha isso em comum. Temos 95 anos de história, me parece no mínimo normal que, em um momento difícil como este, pensemos em apresentar nossas próprias ideias”, defendeu.

“A nossa bandeira é a construção do projeto de desenvolvimento de nação e a frente ampla, portanto não se trata de enfraquecer nenhuma candidatura, mas de fortalecer um campo de ideias com os brasileiros e brasileiras”.

(Com dados e imagens do PCdoB)

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