Preço da cesta básica aumenta 2,88% em São Luís, segundo DIEESE

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AQUILES EMIR

O custo do conjunto dos alimentos básicos na cidade de São Luís foi de R$ 333,36 em outubro, o que representa um aumento de 2,88% em relação ao mês anterior, mas ainda assim o município apresentou o quarto menor valor entre as 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). De acordo com o levantamento, em 12 meses, a variação anual da cesta básica em São Luís foi de -1,19% e, nos primeiros dez meses de 2018, de -0,23%.

Segundo o DIEESE, o preço da cesta básica em 16 das 18 cidades onde ele realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, as altas mais expressivas foram registradas em Fortaleza (CE), 7,15%; Porto Alegre (RS), 6,35%; Vitória (ES), 6,08%; e Rio de Janeiro (RJ), 6,02%. As retrações ocorreram em Recife (PE), -0,77%, e Natal (RN), -0,12%.

A cesta mais cara foi a de Florianópolis (SC), que ficou em R$ 450,35, seguida pelas de Porto Alegre (RS), R$ 449,89; São Paulo (SP), R$ 446,02; e Rio de Janeiro (RJ), R$ 443,69. Os menores valores médios foram observados em Natal (RN), R$ 329,90, e Recife (PE), R$ 330,20.

Em 12 meses, os preços médios da cesta subiram em 15 cidades, com destaque para Florianópolis (8,15%), Campo Grande (MS), 7,58%, e Fortaleza (7,02%). Em três cidades, houve diminuição: Belém (PA), -1,45%; Goiânia (GO), -1,34% e São Luís, -1,19%.  Em 2018, 14 capitais acumularam alta, entre as quais Vitória (8,96%), Curitiba (8,40%) e Campo Grande (8,34%); outras quatro mostraram queda: Goiânia (-0,83%), Recife (-0,59%), Natal (-0,39%) e São Luís (-0,23%).

Produtos – Entre setembro e outubro de 2018, o valor médio de oito produtos teve aumento: tomate (33,09%), óleo de soja (3,06%), pão francês (3,03%), açúcar refinado (3,00%), arroz agulhinha (2,29%), café em pó (1,99%), feijão carioquinha (0,83%) e manteiga (0,10%). Os demais itens tiveram redução no preço médio: banana (-6,31%), farinha de mandioca (-3,55%), carne bovina de primeira (-1,20%) e leite integral (-0,23%).

Em 12 meses, seis produtos tiveram alta acumulada: leite integral (30,27%), óleo de soja (5,40%), arroz agulhinha (3,33%), pão francês (2,91%), tomate (2,23%) e carne bovina de primeira (0,35%). Os outros seis itens apresentaram redução: feijão carioquinha (-19,27%), farinha de mandioca (-17,20%), banana (-10,99%), café em pó (-7,53%), açúcar refinado (-7,34%) e manteiga (-5,17%).

O trabalhador ludovicense cuja remuneração equivale ao salário mínimo precisou cumprir jornada de trabalho, em outubro, de 76 horas e 53 minutos, maior do que a de setembro, de 74 horas e 44 minutos. Em outubro de 2017, a jornada era de 79 horas e 13 minutos.

Em outubro de 2018, o custo da cesta em São Luís comprometeu 37,98% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em setembro, o percentual exigido era de 36,92% e, em outubro de 2017, de 39,14%.

Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos Custo em 18 capitais: 

Capital Valor da cesta Variação mensal (%) Porcentagem do Salário Mínimo Líquido Tempo de trabalho Variação no ano (%)  

Variação em 12 meses (%)

Florianópolis 450,35 3,42 51,31 103h51m 7,58 8,15
Porto Alegre 449,89 6,35 51,26 103h45m 5,42 0,68
São Paulo 446,02 3,05 50,82 102h52m 5,10 4,18
Rio de Janeiro 443,69 6,02 50,55 102h19m 5,97 5,38
Vitória 419,69 6,08 47,82 96h47m 8,96 6,60
Brasília 409,14 4,87 46,62 94h21m 7,73 5,24
Curitiba 406,42 4,91 46,31 93h43m 8,40 4,73
Campo Grande 396,80 3,40 45,21 91h31m 8,34 7,58
Fortaleza 393,40 7,15 44,82 90h43m 7,06 7,02
Belo Horizonte 372,77 3,88 42,47 85h58m 3,09 1,88
Belém 361,70 0,61 41,21 83h25m 1,41 -1,45
Goiânia 357,72 1,02 40,76 82h29m -0,83 -1,34
Aracaju 342,50 0,05 39,02 78h59m 0,73 0,63
João Pessoa 334,10 1,55 38,07 77h03m 1,39 1,13
São Luís 333,36 2,88 37,98 76h53m -0,23 -1,19
Salvador 331,02 4,80 37,72 76h20m 4,54 3,99
Recife 330,20 -0,77 37,62 76h09m -0,59 1,30
Natal 329,90 -0,12 37,59 76h05m -0,39 1,48

Fonte: DIEESE

Obs.: A partir de setembro de 2018 deixamos de calcular a cesta em Manaus e Cuiabá

 

 

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