Prefeito de Cedral, Jadson Gonçalves, quer disputar o governo pelo DEM

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AQUILES EMIR

A revista Maranhão Hoje, que chegou às bancas nesta quinta-feira (25), traz como principal destaque de capa uma entrevista com o prefeito Cedral, Jadson Passinho Gonçalves, que reivindica do seu partido, o DEM, o direito de disputar o Governo do Estado na eleição deste ano. Segundo ele, seu nome foi lançado por um grupo de amigos e admiradores, que identificou nele um nome que atende aos anseios dos eleitores que anseiam por candidaturas limpas, marcada por realizações e têm visão de futuro para o Maranhão.

A grande dúvida de Jadson Gonçalves é saber se o seu partido, o Democratas (DEM), vai lhe garantir legenda. Ele espera que sim, e não gostaria de sofrer uma decepção por parte dos colegas de legenda, até pelo seu histórico de militância. Ainda muito jovem, foi militante da UDN, acompanhou os udenistas que formaram a Arena, no bipartidarismo do regime militar, e se manteve fiel à agremiação após três mudanças de nome: PDS, PFL e DEM.

O pré-candidato lembra que, ao ser apresentado como o nome mais indicado para representar os democratas nestas eleições, o presidente da executiva estadual, deputado federal Juscelino Rezende, deu OK, e isto ganhou mais força depois que o senador Agripino Maia endossou o projeto, por achar que seria importante o DEM tem candidato próprio no Maranhão. O partido, no entanto, negocia uma coligação com o PCdoB, em busca de uma vaga na chapa majoritária do governador Flávio Dino.

Jadson Gonçalves promete não ser empecilho para o fechamento do acordo dos democratas com os comunistas, mas espera que prevaleça a palavra empenhada. Enquanto isto, vai trabalhando seu nome, fazendo contatos e difundindo suas ideias, que já começaram a ser absorvidas por uma boa parcela do eleitorado, tanto que na última pesquisa do Instituto Escutec, divulgada em dezembro do ano passado, pontuou com 2,4%. Parece pouco, porém é mais do que obtiveram outras candidaturas que estão há mais tempo divulgando seus nomes. Nas próximas rodadas, espera vir com bem mais.

Confira alguns trechos da entrevista:

Como nasceu sua candidatura a governador?

– Diante deste ambiente de desconfiança da população com a classe política, um grupo de amigos e admiradores lembrou do meu nome como ideal para dirigir o Estado, pelo meu passado, pelo meu trabalho e pela minha vida limpa, pois, mesmo tendo sido prefeito cinco, não há nada que desabone minha biografia, ou seja, em face dessa coisa toda que tá o país, com falta de nomes de pessoas limpas para exercer mandatos eletivos, notadamente majoritários surgiu meu nome, pois sempre exerci mandatos na minha terra e nunca tive problemas na minha vida pública nem particular. Sempre fui trabalhador, sempre atuei a favor do povo, principalmente dos mais pobres, até porque nasci pobre, continuo pobre e vou morrer pobre. A mim não interessa me locupletar com recursos públicos; a mim interessa é o trabalho em favor da comunidade necessitada, carente, que não está sendo vista nos últimos governos do Maranhão.

Numa das últimas pesquisas sobre as intenções de voto, seu nome aparece com 2,4%. Este seria um número que ajudaria o partido a avaliar a viabilidade do seu nome?

– É evidente que sim, embora seja um percentual pequeno, mas é preciso dizer que o levantamento na região da Baixada e no Litoral Ocidental foi feita com a inclusão de apenas três municípios – Cedral, Mirinzal e Pinheiro –de modo que se fosse ampliada para outros lugares onde sou bem conhecido, como Porto Rico, Central, Cururupu, Bacuri, Apicum Açu, Serrano, Turiaçu, Cândido Mendes, Carutapera, Luiz Domingues, Godofredo Viana, Santa Helena, São Bento, Viana, São João Batista, Vitória do Mearim, Pedro do Rosário, Cajari, Penalva…, esse percentual seria bem maior.

O seu partido está nas contas do governador Flávio Dino como possível aliado para a eleição deste ano. Isto pode atrapalhar seu planos de concorrer ao governo?

– Eu continuo esperançoso de que meu partido vai pensar bem no que vai fazer, pois não posso ser candidato sem esse apoio. Eu poderia até ter me desfiliado e procurado outra sigla, mas homem de partido e por isso vou continuar esperando o que vai ser decidido pelo nosso partido, o deputado Juscelino Filho, que é uma pessoa talentosa. Que ele decida bem sobre o que será feito, pois pode até haver dificuldades na campanha, mas há uma perspectiva de sucesso. Resumindo: tudo ainda está em negociações.

A entrevista completa está disponível apenas na versão impressa:

 

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