Prefeitura e Vale certificam professores em oficina de Contação de História do projeto Emcena Brasil

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Cerca de 48 profissionais da área de educação, que participaram da oficina de Contação de História, realizada pela Prefeitura de São Luís em parceria com a empresa Vale, receberam certificado do curso que integra o projeto Emcena Brasil. Além de professores da rede municipal, técnicos de acompanhamento da Educação Infantil e do Núcleo de Alfabetização da Semed, participaram estudantes da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estatual do Maranhão (Uema) e professoras de escolas comunitárias.

O secretário municipal de Educação, Moacir Feitosa, fala da importância da oficina. ”A Semed tem um Núcleo de Contação de História, mas expandir o conhecimento, ensinar as técnicas e dar a oportunidade de mais docentes se apropriarem deste conhecimento é fundamental”, frisou o secretário.

A assessora técnica de Acompanhamento Pedagógico da Semed, Maria Alice Bogea, relatou os benefícios da capacitação. ”Como resultados dessa oficina, além, de agregar mais conhecimento para as nossas professoras que já fazem a contação de história em suas respectivas escolas, elas aprenderam também com os relatos de experiência, apresentações de aperfeiçoamento e a criação de brinquedos com materiais alternativos. Isso tudo podemos apontar como alguns resultados alcançados”, disse a técnica.

A gestora, Kelma Kerline, da escola comunitária Ayrton Sena, Vila Palmeira, compartilhou sobre o que aprendeu na oficina. ”O curso foi muito bom. Lá eu aprendi sobre a diferença entre mediador de leitura e contador de historia, tinha dúvidas quanto a isso. Com exemplos práticos, eu aprendi essa diferença. E o legal que tudo que aprendi no curso estou colocando em prática na escola onde atuo. Percebo que os alunos ficam mais atentos, pois aprendemos técnicas que ajudam prender a atenção das crianças”, relatou a gestora.

Wilsonia de Oliveira Costa, assistente administrativo da Biblioteca Municipal Jose Sarney, expressou a vontade que tinha em fazer um curso de Contação de História.

”Tinha muita vontade de fazer algum curso sobre contação de história, então quando fiquei sabendo desse, logo fiz minha inscrição. E o que mais gostei foi à construção do material didático de apoio bem mais acessível, dando aos professores mais possibilidades de criação. Tanto, que já até fiz um boneco de E.V.A, é tão simples, e as crianças gostam tanto”, comentou.

Contação de história – O interesse dos intelectuais pelo conto popular surgiu no século XVII, quando Charles Perrault publicou (1697) a primeira recolha de contos populares franceses, que incluía histórias como “A Gata Borralheira”, “O Capuchinho Vermelho” e “O Gato das Botas”. Depois, esse interesse acentuou-se com os trabalhos dos irmãos Grimm, na Alemanha (século XIX).

Em Portugal, destacaram-se Adolfo Coelho – organizou a primeira recolha sistemática (Os Contos Populares Portugueses, 1879) -, Teófilo Braga, Leite Vasconcelos e Consiglieri Pedroso. Com isso, abra-se então, caminhos para o fortalecimento da contação de história como mais um aparato profissional.

A proposta do contador de histórias não é entregar uma história pronta. Ao contrário, é fazer com que o público use a própria imaginação. Para que essa magia aconteça na cabeça de cada um, são usados recursos visuais, objetos criativos e instrumentos musicais. Mais do que abrir o livro e ler o que ali está escrito, o contador de história dá cordas para que cada um fantasie suas próprias histórias e magias.

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