Presidente da Colômbia enfrenta resistência ao Grande Diálogo Nacional

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MARIETA CAZARRÉ

O presidente da Colômbia, Iván Duque, está fazendo uma série de encontros a que deu o nome de Grande Diálogo Nacional (Gran Conversación Nacional, em espanhol) Ele busca de solução para a crise que afeta o país. Representantes de estudantes, de organismos de defesa do meio ambiente e do Comitê Nacional de Paralisação se opõem ao diálogo conjunto com outros setores.

Em reunião realizada quinta-feira (28), na Casa de Nariño, sede do governo, ambientalistas afirmaram estar alinhados com o Comitê Nacional de Paralisação que, no dia 26, após mais de três horas de reunião, se recusou a aceitar o Grande Diálogo Nacional e se reunir, por exemplo, com empresários e representantes do Ministério Público. O Comitê exige uma negociação sem intermediários e ressalta que a agenda de diálogo deve girar em torno de propostas da sociedade civil e não da atual política do governo.

“O Movimento Nacional do Meio Ambiente e várias organizações continuam firmes na greve. Viemos ratificar que fazemos parte do Comitê Nacional de Paralisação, não iremos nos dividir”, afirmou Renzo García, líder do Movimento Nacional do Meio Ambiente.

Fazem parte desse Comitê algumas associações de estudantes e sindicatos de trabalhadores, que também se manifestaram de forma parecida. Um acordo com essas entidades será fundamental para frear os protestos e manifestações no país.

A vice-presidente da Colômbia, Marta Lucía Ramírez, afirmou que o governo fará uma nova reunião com o Comitê e espera que a nova greve geral, convocada para o dia 4 de dezembro, possa ser cancelada.

“Obviamente que, neste momento, não podemos ter conversas exclusivamente com eles [do Comitê] ou excluí-los, porque é fundamental que o governo ouça todos os setores”, afirmou Ramírez.

A onda de protestos começou na última quinta-feira (21), com greve geral contra o governo de Iván Duque, convocada por sindicalistas, estudantes, professores e indígenas. O presidente do país está há apenas quinze meses no poder e tem 69% de rejeição.

(Agência Brasil)

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