Presidente da Federação das Indústrias defende porto no Cajueiro

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Em visita ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), nesta terça-feira (13), o presidente da Federação das Indústrias (Fiema), Edilson Baldez, se posicionou sobre a reintegração de posse dos terrenos ocupados na Vila Maranhão, na comunidade Cajueiro, ocorrida nesta segunda-feira (12), em São Luís. Na área está em construção o empreendimento Terminal de Uso Privado Porto São Luís.

De acordo com Edilson Baldez, a retirada dos posseiros, pela via judicial, foi a alternativa encontrada, visto que as famílias “que ocupavam irregularmente os terrenos” não atenderam às tentativas de mediação, realizadas pela Secretaria de Direitos Humanos, o Ministério Público e Defensoria Pública.

“Nós mesmos, pela Fiema, junto com a Defensoria tentamos fazer essa mediação, mas infelizmente esses moradores não quiseram ceder, muitas famílias fizeram acordos, eles não. Então, um empreendimento dessa envergadura, tão importante para o desenvolvimento do nosso Estado, não pode ficar parado em razão de uma invasão do terreno. Por isso a justiça foi procurada. Após todas as tentativas de diálogo falharem, o que se fez ontem, foi o cumprimento de uma determinação judicial”, reiterou.

Baldez ressaltou ainda que, nas tratativas iniciais com as famílias, antes da decisão ser cumprida, houve o compromisso da empresa do Porto São Luís doar novas casas em região próxima à atual, garantir empregos, bem como pagar aluguel social e cestas básicas por um ano, mas nem todas entraram em um acordo, o que acabou resultando na ação de reintegração a favor do empreendimento.

Porto – O Porto São Luís será um dos maiores portos a granel do Brasil e terá como produtos grãos, fertilizantes e líquidos combustíveis. A primeira parte da obra foi iniciada no ano passado, com investimento de aproximadamente R$ 800 milhões.

O Terminal de Uso Privado (TUP), de competitividade internacional, está sendo construído com uso de modernas tecnologias. A área a ser erguida terá aproximadamente 220.000 m², com acesso ferro-rodoviário de aproximadamente 4,5 km, conectando o porto à Rodovia BR-135 e à Ferrovia Carajás. A previsão é que a primeira fase seja concluída em três anos.

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