Presidente do Iphan elogia nova estrutura para cuidar da política de cultura

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Presente à solenidade de posse de Osmar Terra no Ministério da Cidadania, que vai integrar Cultura, Esporte e Desenvolvimento Social, e a indicação de Henrique Medeiros Pires para a Secretaria Especial de Cultura, a presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, elogiou a nova estrutura para essas áreas.  Ela destacou o ineditismo da oportunidade de fazer políticas transversais.

“Esta é a grande novidade. É o ganho da fusão dos ministérios. A cultura agregada ao esporte, ao desenvolvimento social, vai poder fazer muito por áreas sobre as quais já tínhamos projetos relacionados”, disse.

Kátia Bogéa citou como exemplo uma obra em Florianópolis (SC) de reurbanização de uma área que estava completamente dominada pelo tráfico de drogas. “É uma área central da cidade, patrimônio brasileiro. Uma obra dessas conjugada com outras políticas pode ressoar muito mais. Acho que a gente está num momento de dar um salto, de fato, ter efetividade,  foco e resultados muito expressivos nas políticas públicas brasileiras.”

Os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Eneida Braga Rocha de Lemos; da Fundação Palmares, Erivaldo Oliveira da Silva; e da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Helena Severo, bem como a superintendente da Cinemateca Brasileira, Cristina Ikonomidis, e secretário de Cultura do Distrito Federal e ex-secretário de Articulação e Desenvolvimento Institucional do Ministério da Cultura, Adão Cândido, também mostraram otimismo com a integração da Cultura a outras áreas.

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Homem da Cultura – O vice-presidente da Associação de Produtores Teatrais Independentes (APTI), Odilon Wagner, elogiou a indicação de Pires. “A classe artística ficou feliz com a escolha dele porque é um homem da Cultura. Realizou um trabalho no Sul superimportante e é essencial que estivesse com o ministro uma pessoa da área e um homem sério como ele”, afirmou.

A diretora e representante da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, destacou que Medeiros é um profissional de alta competência e com reputação sólida, com experiência na formulação e gestão de políticas públicas nas áreas de cultura e desenvolvimento social.

Já o presidente da Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), Sandro Manfredini, mostrou entusiasmo. “Estamos entusiasmados para apresentar a prosperidade da indústria brasileira de desenvolvimento de games, seu potencial econômico, e sobre como podemos trabalhar juntos para crescermos ainda mais, gerando empregos de alto valor agregado e divisas para o Brasil”, afirmou.

A diretora administrativa e financeira da Escola do Teatro do Bolshoi no Brasil, Célia Campos, tem boas expectativas em relação ao novo governo, com sua bandeira contra a corrupção. “Sabemos que no MinC há políticas de combate à corrupção, que a prestação de contas dos projetos da Rouanet é séria, quem vive e trabalha diariamente com cultura sabe. As críticas são devidas, em sua maioria, à falta de informação”, afirmou.

Para o presidente da Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus), Roberto Menescal, o novo governo deve investir na exportação da produção musical brasileira. “Espero que estudem mais a fundo a possibilidade de exportarmos cada vez mais a música brasileira, que vai render muito para o Brasil”, afirmou.

A presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa, Marta de Senna, está na expectativa de receber a visita do secretário especial da Cultura para conhecer a instituição. “A nossa expectativa é que o novo secretário venha saber o que somos, o que fazemos e o que prestamos à cultura brasileira. Atuamos nas áreas que Rui Barbosa atuou: na educação, no direito dos povos, além das políticas culturais. A partir disso, fazemos um trabalho que associa a cultura à sociedade.”

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