Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná querem se separar do Brasil

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“Você quer que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?” Esta é a pergunta do boletim da consulta popular realizada neste sábado (07) nos três estados mais ao sul do Brasil.

Nas próximas semanas as lideranças do Movimento se reunirão para discutir o resultado da pesquisa. Com base nos números, o movimento buscará o reconhecimento do desejo sulista junto a comunidade internacional. A principal motivação do movimento é a sangria tributária sofrida pelos três estados nos últimos anos.

Os organizadores, que aproveitam a onda do impacto internacional que o plebiscito na Catalunha (Espanha) gerou, sonham com a participação de um milhão de votantes. E sonham que esse milhão de votantes vote esmagadoramente pela independência dos três estados mais meridionais do país.

Celso Deucher, um jornalista que comanda uma iniciativa que conta com 30 mil voluntários e mais de três mil urnas espalhadas pelo Rio Grande do Sul, por Santa Catarina e pelo Paraná, diz que “se o governo central quiser brigar, nós brigaremos, da mesma maneira que a Catalunha brigou com a Espanha”

Ao contrário do que sucedeu na Catalunha,  não houve nenhuma oposição de Brasília à consulta, até porque ela ainda não é levada muito a sério pelo governo, porém, diz Deucher, a consulta servirá para reunir assinaturas para a realização de um plebiscito oficial simultâneo à eleição presidencial, que ocorre dia 07 de outubro do próximo ano.

Deucher nega que o movimento – nomeado Sul É O Meu País – se baseie no preconceito contra outras regiões do país mas afirma que “estamos cansados de trabalhar enquanto os lá de cima aproveitam o banquete”.

Os três estados da região sul do país, que estão entre os que apresentam Índices de Desenvolvimento Humano da ONU mais elevados no Brasil, têm forte marca de imigrantes alemães. Mas também italianos ou portugueses, nomeadamente dos Açores.

“República Sul Brasileira” é o nome provisório do eventual novo país, que equaciona criar uma moeda de nome “pila”, forma como os habitantes da região se referem ao dinheiro, e que pretende ter relações de parceria e cooperação com o que restar do Brasil.

(TSF e imagem da Rádio Nereu Ramos de Blumenau-SC)

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