Juiz Roberto Veloso vai aguardar desfecho da reforma da Previdência para decidir candidatura

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AQUILES EMIR

O juiz federal Roberto Veloso anunciou nesta sexta-feira (13) que vai aguardar o desfecho, no Congresso Nacional, da reforma da Previdência Social, para definir se irá ou não disputar a Prefeitura de São Luís na eleição do próximo ano. Segundo ele, filiação partidária e lançamento de candidatura vai depender do que será definido em termos de aposentadoria para os magistrados, ou seja, não vai renunciar ao cargo para se aventurar na política partidária.

Às vésperas de completar 55 anos e estando há 24 anos como magistrado, Roberto Veloso diz que vai aguardar a definição sobre idade e tempo de contribuição para o juiz se aposentar e se puder fazer já no próximo ano, no tempo hábil de disputar a eleição, lança sua candidatura.

Veloso é pretendido por diversos partidos, dentre eles o PSL e o MDB, mas diz que ainda não definiu por qual disputaria a sucessão municipal. Indagado por qual tem mais inclinação, disse que não gostaria de ser deselegante com os dirigentes dessas legendas por isto não menciona qual a que mais atende suas expectativas. “No tempo certo, a população saberá qual será meu partido, se isto realmente vier a ocorrer”, disse.

Caso não haja tempo hábil de se aposentar e entrar na disputa do próximo ano, Veloso vai se preservar para o pleito de 2022, quando estarão em jogo cargos de governador, vice-governador, senador e deputado (estadual e federal), ou seja, um leque bem mai amplo de opções a escolher.

Biografia – Graduado em Direito pela Universidade Federal do Piauí, Roberto cursou e concluiu mestrado e doutorado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. É membro da Academia Maranhense de Letras Jurídicas e a coordenou o Curso de Especialização em Direito Eleitoral da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Antes da magistratura federal, atuou como promotor de Justiça do Maranhão e juiz dos tribunais regionais eleitorais do Piauí e do Maranhão.

Como presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), trabalhou pela ampliação da participação dos juízes federais na Justiça Eleitoral e a transparência dos processos administrativos do Conselho da Justiça Federal (CJF).

Ele é um dos maiores críticos ao Projeto de abuso de autoridade. Para ele, o sistema brasileiro, que diz ser garantista, é “perfeito”, mas cita distorções. “Ao dar ao réu todas as possibilidades de defesa antes da condenação, os pobres vão presos rapidamente e os ricos recorrem até a prescrição“, critica.

 

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