Roseana diz que agora vai lutar para que duplicação de BRs vá até Timon

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AQUILES EMIR

Apesar de convidada pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella, para estar presente na solenidade de inauguração do trecho duplicado da BR 135, entre Estiva, em São Luís, e Bacabeira, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) optou por comemorar a importância da obra à distância, dos estúdios da Rádio Mirante AM, emissora de propriedade de sua família, onde concedeu uma entrevista ao programa Ponto Final, ancorado pelo jornalista Jorge Aragão.

Segundo Roseana, o trecho inaugurado nesta quinta não é o primeiro, mas o segundo, pois a primeira parte, dentro da Ilha, entre a rotatória do Aeroporto Cunha Machado ao bairro da Estiva, foi feita pelo Governo do Estado, sendo que um trecho (até a entrada no Distrito Industrial) ainda no governo de Epitácio Cafeteira, e a outro, até o limite do Estreito dos Mosquitos, por ela.

A ex-governadora fez questão de elogiar tanto a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que iniciou a duplicação ora inaugurada, quanto o presidente Michel Temer (PMDB), por ter retomado as obras e estendido os serviços até Miranda do Norte. Segundo ela, sua luta agora será para que esta duplicação avance pela BR 316 e vá até Timon, na divisa com o Piauí, pois “é lá que começa a entrada para São Luís”.

Candidata – A ex-governadora confirmou sua condição de pré-candidata ao Governo do Estado em 2018 e disse que já colocou seu nome à disposição do seu partido, mas se depender dela seu nome vai ser submetido aos eleitores. De acordo com Roseana, esta candidatura nasce não apenas do apelo de lideranças políticas, mas dos apelos que ouve e dos números das pesquisas por ela encomendadas que mostram haver um anseio pela sua volta ao Palácio dos Leões.

Na sua avaliação, esse desejo da população para que retorne ao governo do Maranhão se deve à avaliação que os maranhenses fazem de como era e como está o Maranhão. Citando São Luís como exemplo, disse que não há um bairro por onde se ande na cidade sem se encontrar uma obra sua. “E não são obras pontuais, mas estruturais”, frisou.

Indagada sobre como analisa o governo do seu sucessor, Flávio Dino (PCdoB), Roseana disse que não gosta de avaliar o trabalho dos outros, até porque “não tenho vocação para professora de Deus”, portanto prefere que a população julgue, mas percebe que muitas das obras anunciadas como sendo do atual governo foram iniciadas por ela e estão apenas modificadas e/ou ampliadas, como são os casos dos Vivas, dos restaurantes populares, dos hospitais, das UPAS e muitas outras.

Roseana disse ainda que desde que deixou o governo anda livremente pela cidade, nos supermercados, nos shopping centers, restaurantes etc e onde chega é sempre recebida com festa, o que mostra haver um reconhecimento de que no seu grupo político não há pessoas perseguidoras, rancorosas e que só sabem apontar os defeitos de adversários. Sobre alguns apoios políticos que teria perdido, diz que “o povo às vezes até aceita a traição, mas nunca perdoa os traidores”.

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