Rubens Junior defende subsídios em passagens para diminuir custo do transporte em São Luís

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Em sua Live dessa terça-feira (18), o secretários das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Júnior (PCdoB), pré-candidato a prefeito de São Luís, apontou o subsídios das passagens para camadas mais pobres, pela Prefeitura, como uma das alternativas para se resolver o problema do transporte coletivo da capital. tratou de Mobilidade Urbana, um importante tema e que está em voga na capital por conta do recente aumento do preços das passagens do transporte coletivo. “Enquanto estivermos pensando somente na composição tarifária da passagem paga hoje, não resolveremos o problema, ao contrário, vamos punir ainda mais os ludovicenses”, destacou.

Rubens Junior apresentou um cálculo sobre quanto cada trabalhador com renda de um salário mínimo gasta por mês com passagem. Segundo ele, seriam 14% do seu rendimento, o que equivale à R$ 148,00. “Isto sem contar as despesas com pagamento de passagem para os filhos estudarem, além de outras necessidades que exigem uso do transporte público, a exemplo das práticas de lazer, consultas médicas, ou mesmo a procura por um emprego”, argumentou.

O cálculo do secretário, no entanto, está equivocada, pois, por ele, gastando duas passagens por dia, pela menor tarifa e pela sua conta o custo da passagem seria R$ 2,84. Pela menor tarifa, que é de R$ 3,20, o custo para 26 dias de ida e vinda do trabalho seria no valor R$ 166,4. Vale ressaltar, no entanto, que o trabalhador recebe Vale Transporte, pelo qual desconta 6% do salário, ou seja, seriam R$ 62,70.

O deputado licenciado lembrou que a população de São Luís tem o ônibus como principal componente do sistema, porém não ele é o único. O sistema de mobilidade precisa ser debatido como uma grande rede.

Subsídios –  Rubens Junior ressaltou que outra questão importante para pensar o sistema, é a composição da passagem. Segundo o contrato de concessão do serviço em São Luís, o valor da passagem equivalente ao diesel é corresponde a 24% da tarifa total. “Nesse sentido, se fosse zerado o ICMS do combustível, isso resultaria numa economia irrisória de menos que R$ 0,2. “Importante lembrar que o governador Flávio Dino reduziu, em 2015, o valor do ICMS sobre o óleo diesel, de 18% para 2%”.

Para ele, a primeira medida que poderia ser tomada seria subsidiar parte da tarifa focando nas camadas mais pobres. Teresina subsidiou em 2018 com cerca de R$ 8 milhões, intensificar o acesso das pessoas ao bilhete único, aumentando os pontos de recarga e integrando toda a frota, diminuindo a necessidade de se deslocar até os terminais de integração.

Ele defende também melhoria na infraestrutura do sistema. Para as paradas de ônibus, Rubens sugeriu melhorias da qualidade por meio de uma PPP ou adequando o próprio contrato de concessão do serviço. A ideia é usar publicidade e promover a troca dos pontos de ônibus, garantindo qualidade, proteção contra chuvas, iluminação, informativos sobre as linhas de ônibus

Para ele, também é necessário repensar o desenho das linhas, racionalizando a frota, utilizando ônibus maiores para linhas que concentram mais passageiros. Outro ponto destacado é a necessidade de investir na melhoria das vias, com prioridade onde há maior fluxo de ônibus, com criação de novos corredores, reduzindo o tempo de viagem, gasto com combustível e manutenção da frota, como previsto no Plano Municipal de Mobilidade aprovado em 2017.

Também é proposta de Rubens a revisão dos termos do cálculo do reajuste dos contratos, deixando de levar em conta somente o custo, e adicionando a qualidade do serviço prestado à equação da tarifa.

 

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação