Para Gastão Vieira, Roseana pode se fortalecer, mas Flávio é favorito

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AQUILES EMIR

Em entrevista concedida na tarde desta segunda-feira (19) ao programa Conversa Franca, apresentado pelo jornalista Diego Emir na Difusora AM, o ex-deputado e ex-ministro do Turismo Gastão Vieira (Pros) disse que se a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) conseguir fazer o povo lembrar de suas realizações, principalmente nos dois primeiros governos (1995 a 1998 e 1999 a 2002), ela se torna uma forte candidata a retornar ao Palácio dos Leões. Gastão, que hoje é aliado de Flávio Dino (PCdoB), disse que defende a reeleição do governador por reconhecer que ele vem fazendo um bom trabalho, principalmente na área social.

Mesmo admitindo o afastamento do Grupo Sarney, do qual foi aliado por muitos anos, disse que optou por uma aliança com Flávio Dino por reconhecer que ao seu lado tem mais chances de retornar à Câmara Federal. Ele fez questão, no entanto, de dizer que não há inimizade com os ex-aliados, principalmente com Roseana, de quem se considera amigo.

Apesar de reconhecer que as obras de Roseana podem ajudá-la a se fortalecer na campanha, o ex-deputado declarou estar convicto de que as chances neste momento são mais favoráveis para o governador se reeleger, até porque aqueles que lhe fazem oposição a ele ainda não conseguiram apresentar um projeto para de contraponto com o governo atual, e “eleição não se ganha com palavras ao vento”.

Gastão fez questão de admitir que na sua primeira eleição, para deputado estadual,  contou com grande apoio da ex-governadora, porém soube construir sua história e criar carreira solo e hoje é reconhecido em todo o Maranhão como um político correto, que honra seus compromissos e que nunca negociou emendas parlamentares com prefeito para ajudar um município. “Sou o único ex-ministro pelo PMDB que não tem uma acusação”, disse ele.

Indagado sobre o porquê de Roseana ainda estar muito tímida como pré-candidata, ele observou que no momento não é a pessoa mais indicada a falar por ela, mas pela convivência que tiveram por muito anos e conhecendo seu estilo de fazer política, acha que a ex-governadora está aguardando algum desdobramento a nível nacional para se apresentar.

O ex-deputado analisou ainda o cenário nacional e disse que o presidente Michel Temer pode sair dos baixos índices de popularidade se a intervenção federal no Rio de Janeiro for um sucesso, podendo  tanto viabilizar uma reeleição quanto indicar um candidato mais ao centro para sucedê-lo. “Tudo pode acontecer”, resumiu.

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