Seguidores de religiões de matriz africana pedem paz no Dia de Iemanjá

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Blocos afros se reunem para saudar Iemanjá, na Praça XV, centro do Rio

VLADIMIR PLATONOW

O pedido de paz e respeito foi uma das tônicas na comemoração do Dia de Iemanjá, neste domingo (02), em diversas cidades do Brasil. Através de danças, procissões e cantorias, integrantes de religiões de matriz africana reverenciaram aquela que é uma das principais orixás, considerada a rainha dos mares.

No Rio de Janeiro, os festejos começaram logo cedo, com uma procissão no Cais do Valongo, local histórico no centro da cidade, por onde chegaram milhares de negros escravizados trazidos da África. Vestidos de branco, carregando flores, todos faziam questão de agradecer a Iemanjá. Em seguida, as comemorações prosseguiram com uma roda na Praça XV, reunindo integrantes e simpatizantes de todas as idades.

 Blocos afros se reúnem para saudar Iemanjá na Praça XV no Rio
Blocos afros se reúnem para saudar Iemanjá na Praça XV no Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

“Nós comemoramos nesta data nossa grande mãe Iemanjá. Não existe intolerância religiosa, o que existe é racismo religioso. Nós sofremos o racismo dentro da nossa cultura e das nossas estruturas. Estamos aqui na rua pregando a tolerância, o respeito, a paz e a convivência entre todos”, disse Renato de Alcântara, padrinho do Bloco Afro Afoxé Ilê-Alá, que organizou a homenagem juntamente com o grupo Filhas de Ghandi.

Renato frisou que a intolerância é feita por grupos minoritários nas demais religiões e que existe um espírito de cooperação entre todas as verdadeiras lideranças, independentemente de qual corrente religiosa: “Temos muitos parceiros dentro das demais religiões, que congregam com a gente a ideia de união e paz”.

 Blocos afros se reúnem para saudar Iemanjá na Praça XV no Rio
Dia de Iemanjá é comemorado na Praça XV, no Rio de Janeiro (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Nossa Senhora dos Navegantes – No sincretismo religioso, Iemanjá é Nossa Senhora dos Navegantes, para os católicos. Uma das maiores procissões do país acontece em Porto Alegre, onde o dia é feriado. A procissão reúne, anualmente, milhares de fiéis, tanto por terra quanto por água, pelo Rio Guaíba, do centro da cidade até a Igreja de Nossa Senhora dos Navegantes, no bairro de mesmo nome. A fé na santa católica foi trazida ao Brasil pelos navegadores portugueses.

(Agência Brasil)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação