Sergio Moro avalia envio de Força Nacional para dar segurança a povo indígena no Maranhão

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Um dos guajajaras atingidos pelos disparos de desconhecidos na manhã deste sábado na BR 226, entre Barra do Corda e Grajaú

AQUILES EMIR

O ministro da Justiça, Sergio Moro, disse, por sua conta no Twitter, que está avaliando o envio de Força Federal ao Maranhão para proteção de comunidades indígenas. Neste sábado (07) foram registradas, em Jenipapo dos Vieira, mais duas mortes de índios, apesar do governo do estado ter anunciado, em novembro, a criação de uma força tarefa com o objetivos de proteger silvícolas após a morte do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, no município de Bom Jesus das Selvas.

Firmino Prexede Guajajara e Raimundo Benicio Guajajara foram vítimas de um atentado a tiros, entre as aldeias Boa Vista e El Betelea, quando saíam de uma reunião entre caciques e a empresa diretores da empresa Eletronorte. Eles foram atingidos por disparos que vieram de um veículo branco que trafegava pela rodovia BR 226, no sentido Barra do Corda a Grajaú.

Por conta desses atentados contra os guajajaras, indígenas ocuparam a rodovia federal, suspendendo o tráfego de veículos de cargas e passageiros. Nem mesmo automóveis são autorizados a passar por esta BR.

Logo após a confirmação das mortes dos  indígenas e o encaminhamento de dois feridos a um hospital da região, o ministro se manifestou pelas redes sociais:

  • Lamento o atentado, ocorrido hoje no Maranhão, que terminou com dois índios guajajaras mortos e outros feridos. Assim que soube dos tiros, a Funai foi até a aldeia tomar providências, junto com as autoridades do governo do Maranhão.
Logo em seguida, o ministro publicou uma segunda mensagem, em que fala do deslocamento de policiais federais para investigarem o caso e o possível envio da Força Federal a fim de dar segurança aos indígenas:
  • A Polícia Federal já enviou uma equipe ao local e irá investigar o crime e a sua motivação. Vamos avaliar a viabilidade do envio de equipe da Força Nacional à região. Nossa solidariedade às vítimas e aos seus familiares.
 Mortes – Este é o segundo atentado a indígenas no Maranhão em pouco mais de um mês. No dia 1º de janeiro, Paulo Paulino Guajajar, do grupo denominado Guardiões da Floresta, foi assassinado numa emboscada armada por madeireiros na Terra Indígena Arariboia, no município de Bom Jesus das Selvas. Outro líder, o índio Laércio Souza Silva, foi hospitalizado com ferimentos a bala.
Sobre este atentado, o governador do Maranhão, Flávio Dino, disse que a competência para apurar crimes contra os direitos indígenas é da esfera federal, mas que a polícia estadual colaboraria com as investigações. O governo estadual também ofereceu ajuda ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para combater queimadas na região, destacou o governador. Apesar das boas intenções das autoridades, o crime ainda não foi esclarecido.

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