Trabalhadores na linha de frente da luta contra Covid-19 protegem quem prega “fique em casa”

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AQUILES EMIR

Apesar das medidas tomadas por governadores e prefeitos para que haja um maior recolhimento das pessoas em casa para evitar a proliferação do coronavírus, muitos profissionais não podem seguir essas determinações, muito menos os conselhos do “fique em casa” dados pelos que estão protegidos em suas boas moradias. É o caso dos porteiros de condomínios, frentistas, caixa de supermercados e outros que estão na linha de frente da batalha, muitas das vezes sem nenhuma proteção.

Segundo o empresário José Ribamar Veras, da Servegrup, empresa que administra condomínios, não há como suspender essa prestação de serviço, e os trabalhadores compreenderam isso. De acordo com o empresário, para desempenharem suas atividades, os trabalhadores são orientados a ser proteger, com uso de álcool em gel, lavar sempre as mãos e recebem ainda ensinamentos para serem transmitidos em casa a seus familiares.

Ouvido por Maranhão Hoje, com a condição de não ter sua identidade revelada, um dos porteiros de um condomínio na Ponta d´Areia, disse que se não bastasse a exposição de estar em contatos com carteiros, entregadores de jornais e revistas e os próprios moradores, além de outros prestadores de serviços como jardineiros, piscineiros etc, ainda há o risco fora do ambiente de trabalho, já que a maioria deles mora em bairros da periferia, onde as condições de urbanismo são mais precárias.

Insegurança – Não bastasse a insegurança sanitária, há risco de assaltos, principalmente depois que houve o esvaziamento das ruas, com suspensão de aulas, atividades comerciais e outras medidas do poder público. Segundo ele, as paradas de ônibus estão vazias, o trajeto da parada até o trabalho está mais esvaziados etc.

E não são apenas os condomínios residenciais que forçam o trabalho desses profissionais, já que nos edifícios comerciais, mesmo com a suspensão de trabalho em escritórios de contabilidade, advocacia, arquitetura e até mesmo odontologia, eles estão de prontidão a fim de garantir a segurança e a conservação dos imóveis.

Frentistas de postos de combustíveis também estão na linha de frente, mantendo o abastecimento dos carros regular. De acordo com o empregado de um posto do Anil, o movimento caiu muito e alguns períodos da noite, torna-se inseguro trabalhar.

(Com foto do Sindicato Legal)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

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