Na hora da verdade, CPI abre mão de explorar incômodos causados à China

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CPI não quer mais saber de assuntos que possam comprometer relação Brasil - China

CONVERSA FRANCA

PERGUNTAR NÃO OFENDE

Por que todos os governadores dizem estar prontos para depor na CPI da Pandemia, mas quando começam as convocações todos vão ao Supremo para não serem obrigados a ir?

Não mexam mais com a China

Parece que os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a pandemia de covid-19 no Brasil vão abrir mão de explorar uma das questões mais sensíveis e mais abordadas tanto no meio político quanto jornalístico: a crise internacional que teria sido criada pelo presidente Jair Bolsonaro e aliados e acabou dificultando a produção de vacinas Coronavac.

No depoimento prestado nesta quinta-feira (27), o diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, voltou a tocar neste assunto para justificar a suspensão na produção do imunizante, porém recuou quando foi perguntado se estava acusando a China de prejudicar o Brasil. Covas admitiu não ter nada concreto que ateste esses prejuízos que costuma mencionar em suas coletivas de imprensa.

Surpreendendo, como sempre, em suas atrapalhadas intervenções, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), pediu para não se tocar mais nesse assunto, ou seja, enquanto servia para atiçar politicamente era, mas daí gerar um fato que pode prejudicar mais do que beneficiar as relações entre os dois países, não.

Pensando, o que esta narrativa diz é que milhares de mortes teriam sido evitadas no Brasil se não tivesse faltado IFA da China para produzir imunizantes.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação