Mãe de Paulo Gustavo critica Omar e Renan e se recusa a ir ao encerramento da “CPI do circo”

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Ela faria discurso de encerramento dos trabalhos da comissão 

AQUILES EMIR

Déa Lúcia, mãe do ator Paulo Gustavo que morreu vítima de complicações por covid-19, frustrou os planos do comando da CPI da Pandemia, que pretendia fazer uma grande festa para apresentação do seu  relatório. A ela caberia o discurso de encerramento, porém em entrevista a Patrícia Kogut, do jornal O Globo, disse que recusou o convite e ainda chamou a comissão de circo,  sem credibilidade,  por ter sido presidida por Omar Aziz (PP-AM) e ter como relator Renan Calheiros (MDB-AL).

A mãe de Paulo Gustavo diz que a  condução dos trabalhos teve objetivos políticos e que o seu resultado não merece a menor credibilidade. “Você acha que é séria e que vai dar em alguma coisa?”, questionou, afirmando que seu discurso sobre a morte do filho será em lugar mais apropriado, no momento certo.

“Não vou participar de jeito nenhum. Essa CPI virou uma CPI política, comandada por Renan Calheiros e Omar Aziz. Você acha que é séria e que vai dar em alguma coisa? Já estão em ano eleitoral. Não vou me prestar a isso. Vou fazer meus discursos no momento certo, nas minhas redes, e como fiz no Criança Esperança e no programa da Ana Maria (Braga)”, disparou.

Ela lamentou a forma como estão usando o nome do filho depois de sua morte,  muitos querendo apenas tirar proveito pessoal.

“Como usam o nome dele. É impressionante. Se precisarem de mim para uma campanha séria, para crianças e para idosos, eu vou. Pode me telefonar. Para política, não. Achei que seria uma CPI séria, mas não foi. Não vai dar em nada, vai acabar em pizza”, criticou.

Déa Lúcia com o filho Paulo Gustavo: Omar Aziz e Renan Calheiros não têm credibilidade

Déa Lúcia diz que já foi convidada até para se candidatar a senadora pelo Rio de Janeiro, mas confessa não ter pretensões políticos, até porque isto contraria as ideias de Paulo Gustavo. Ela disse que se quisessem já teriam feito o impeachment do presidente Jair Bolsonaro, que ela chama de “esse cara” é estaria disposta a apoiar uma candidatura da terceira via, porém não acredita que surja um nome competitivo.

“Me meter com política eu não vou. Fui convidada esta semana agora. Eu agradeci o convite e disse que não iria. Já tivemos mil coisas para fazer o impeachment desse cara [Jair Bolsonaro]. O Centrão tem coragem? Vou me meter nesse ninho de gato? Nunca me meti, não vou me meter agora. Vou me meter no momento certo, de acordo com o candidato que tiver. Se surgir uma terceira via. Me parece que está pintando, mas não tem nada confirmado. Se aparecer, vou para as redes sociais. Mas bater palma para Renan Calheiros? Só se eu fosse muito louca. Só se fosse para o Paulo Gustavo ressuscitar e dizer: ‘Mãe, vou dar na sua cara’”, finalizou ela.

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