Elias Amorim comemora sucesso de sua primeira cirurgia robótica de tórax

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Elias Amorim (segundo a esquerda) com Roclides Lima, Wolfogan Aguiar, Frederico Aragão e Hyoran Correa

Recurso tecnológico garante segurança e conforto ao paciente

AQUILES EMIR

No dia 18 de abril deste ano, o médico Elias Amorim realizou sua primeira cirurgia robótica de tórax, e passou a ser o segundo do Maranhão a adotar esse tipo de procedimento. De acordo com o cirurgião, que é especialista em doenças dos pulmões, esse tipo de operação, além de mais seguro, oferece menos transtornos ao paciente, é melhor para o médico e reduz drasticamente os custos de internação, pois com poucos dias o paciente vai para casa.

A cirurgia adotada foi no mediastino, espaço existente entre os dois pulmões, no centro do tórax, composto por várias estruturas anatômicas como a traquéia, o coração, o esôfago, o timo e parte dos sistemas nervoso e linfático.

Elias Amorim diz que, por enquanto, esse procedimento é adotado somente no Hospital São Domingos, o único no estado a contar com um robô para essa prática, mas diz ter recebido sinalização da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) de que o Hospital Universitário poderá em breve contar com esse tipo de equipamento.

Para ele, quando os governantes tomarem consciência das vantagens do investimento em tecnologia de ponta para oferecer cirurgia robótica, diminuirá, consideravelmente, os gastos com internação e outras despesas provocadas com tratamento dessas doenças nos hospitais da rede pública. 

O momento de fazer a primeira cirurgia robótica

Capacitação – Para um médico se credenciar a utilizar esse recurso tecnológico, além das aulas teóricas que duram em média cinco meses, tem de se submeter a testes em hospitais de renome e assistir a pelo menos dez cirurgias, e nas primeiras que realizar ser acompanhado por um preceptor. Elias se submeteu aos testes no Albert Einstein, em São Paulo.

O cirurgião está convencido de que este é o caminho da medicina moderna, por isto aconselha médicos, hospitais, governantes e demais envolvidos em saúde a atentarem para o que está chegando.

Para ele, infelizmente ainda é um recurso que está ao alcance de poucos, mas a massificação trará grandes benefícios para a população (veja aqui).

Elias Amorim comemorando o sucesso de sua primeira cirurgia robótica (divulgação)

Cirurgia – Sobre o procedimento, o médico diz que é como se o cirurgião adentrasse o corpo do paciente e fosse ao local da infecção, ou seja, os riscos de não se obter êxito são mínimos. 

O paciente não sofre com cortes, não fica com cicatrizes e se recupera em poucos dias.

Quanto ao médico, além da habilidade, tem a vantagem de trabalhar sentado, isto é, numa posição mais segura para manusear os equipamentos, que corrigem automaticamente qualquer risco de imprecisão por conta de tremor os deslize das mãos do cirurgião. 

Elias Amorim diante do robô utilizado para diversos tipos de cirurgia no Hospital São Domingos

Assista entrevista com o médico cirurgião Elias Amorim

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