Coronovac, que o Maranhão quer comprar, não está aprovada para uso em massa nem na China

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Flávio Dino é um dos interessados em adquirir Coronavac para vacinar os maranhenses

Apesar do estardalhaço do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que nesta segunda-feira (07) anunciou o início da vacinação contra covid-19 para 25 de janeiro e ofereceu 4 milhões de doses da Coronavac aos demais estados, a vacina da Sinovac ainda não foi oficialmente registrada nem na China, segundo reportagem da BBC News Brasil, que revela estar a imunizante sendo aplicado, apenas em regime de uso emergencial.

Após o anúncio de Doria, nove estados, além da Prefeitura de Curitiba (PR), já teriam manifestado interesse em receber as doses oferecidas por São Paulo, dentre eles o Maranhão. O governador Flávio Dino (PCdoB) já até ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal para que os governos estaduais possam adquirir vacinas não reconhecidas pela Anvisa, mas aprovadas em outros países, dentre elas estaria, além da Coronavac, a da Pfizer, que começou a ser aplicada, nesta terça-feira (08), no Reino Unido, mas também somente em caráter emergencial.

Flávio Dino foi o causador de um bate-boca entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e João Doria. Dino quis saber se o governo federal comprará ou não a Coronavac e Pazuello respondeu que, se aprovada pela Anvisa, sim. Doria cobrou uma resposta mais enfática, e o ministro disse que a vacina não é do Governo de São Paulo, mas do Instituto Butantan.

Coronavac – De acordo com a BBC, na China foi aprovado um programa emergencial para uso da vacina da Sinovac, que está sendo aplicada em funcionários do governo, como profissionais de saúde e equipes que trabalham nas fronteiras. A CoronaVac é uma das três vacinas que estão sendo usadas para este fim.

O programa de uso emergencial foi aprovado em julho e anunciado oficialmente no mês seguinte.

“Em novembro, uma das fabricantes dos imunizantes usados, a Sinopharm, disse que sua empresa já havia vacinado 1 milhão de pessoas sem relatos de efeitos adversos graves, como noticiou a revista Nature”, frisa a BBC.

O fato gerou preocupações em especialistas em vacinas, o que foi seguido por uma série de reportagens em veículos estatais reforçando que se tratava de um esforço concentrado em pequenos grupos da população que estão mais expostos ao vírus.

Apesar dessa limitação para uso em massa, “há crescentes evidências que as vacinas estão disponíveis para quem possa pagar, como mostrou a BBC, que flagrou centenas de pessoas em uma fila do lado de fora de um hospital na cidade de Yiwu à espera de serem imunizadas por US$ 60 (R$ 308)”.

A China é o país onde a pandemia começou. Os primeiros sinais do coronavírus foram detectados no final do ano passado. Mas o país conteve sua propagação com medidas bastante restritivas de isolamento social, que impediram dezenas de milhões de pessoas de sair às ruas.

O país tem até hoje 93,6 mil casos confirmados e 4.746 mortes, segundo a Universidade Johns Hopkins

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação