A convite de Fernando Haddad economista Gabriel Galípolo será secretário executivo da Fazenda

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Indicação foi confirmada pelo futuro ministro Fernando Haddad

O economista Gabriel Galípolo será o secretário executivo do Ministério da Fazenda, confirmou no início desta tarde o futuro titular da pasta, Fernando Haddad. O novo ministro confirmou a indicação ao sair de almoço com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto.

Segundo posto mais importante no Ministério da Fazenda, o secretário executivo conversa diretamente com o ministro, tanto para auxiliar em decisões sobre políticas econômicas como para resolver assuntos internos e administrativos da pasta.

Nesta manhã, Galípolo participou, ao lado de Haddad, de reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes. Os dois saíram do encontro sem falar com a imprensa. Haddad foi então almoçar com Campos Neto, no Banco Central.

Biografia – Desde fevereiro deste ano, Galípolo é conselheiro econômico na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Antes disso, o economista foi presidente do Banco Fator por quatro anos, de 2017 a 2021, tendo deixado a instituição após o BTG Pactual comprar a Fator Corretora.

Consultor na área de parcerias público-privadas (PPP), Galípolo ocupou cargos no governo do estado de São Paulo na gestão José Serra. Em 2007, chefiou a Assessoria Econômica da Secretaria de Transportes Metropolitanos. No ano seguinte, dirigiu a Unidade de Estruturação de Projetos da Secretaria estadual de Economia e Planejamento.

Mestre em Economia Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Galípolo é pesquisador sênior do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). Escreveu três livros em parceria com Luiz Gonzaga Belluzzo, economista que atuou como um dos principais conselheiros na área econômica nos dois primeiros governos de Luiz Inácio Lula da Silva.

Entrevista – Anunciado como ministro na última sexta-feira (9), Haddad concederá a primeira entrevista coletiva no fim desta tarde no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília, onde se reúne o Gabinete de Transição. Para não afetar o mercado financeiro, a entrevista começara às 18h30, após o fechamento da B3, a bolsa de valores brasileira.

(Agência Brasil)

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