É falsa a acusação de que Forças Israelenses cavaram valas comuns em hospital de Gaza

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magens de janeiro mostram o complexo hospitalar já sendo usado como cemitério pelos palestinos antes do início da operação israelense. (Middle East Buka e Geoconfirmed, via X)

Evidências comprovam que local era utilizado como cemitério pelos palestinos antes do início das operações de Israel na área

Autoridades do Hamas em Gaza afirmaram no sábado (20) ter descoberto uma vala comum com mais de 200 corpos no Complexo Hospitalar Nasser, em Khan Younis, Gaza, que foi recentemente alvo de uma operação militar israelense. O Hamas alegou que os mortos foram enterrados numa vala comum pelas forças israelenses, contudo as Forças de Defesa de Israel (IDF, da sigla em inglês) rejeitaram a acusação nesta terça (23), considerando-a como “infundada”.

A posição das IDF foi respaldada por evidências de que os corpos tinham sido anteriormente enterrados no local pelos próprios palestinos, em meio aos combates entre as forças israelenses e agentes terroristas na área.

A Geoconfirmed, plataforma que oferece dados científicos de geolocalização para o combate à desinformação e apoio a investigações, revelou que são os palestinos que estão exumando corpos do Complexo Hospitalar Nasser. Isso está acontecendo no mesmo local onde os palestinos cavaram valas comuns e onde foram realizadas as cerimônias fúnebres nos últimos meses, fato comprovado por imagens datadas do começo de janeiro deste ano, enquanto as IDF iniciaram suas operações no hospital apenas em fevereiro.

A organização ainda denunciou a agência de notícias Al Jazeera por publicar informações falsas sobre o tópico. “Isto é desinformação da Al Jazeera e outros. Este é um cemitério conhecido e ao menos parcialmente escavado pelos palestinos. Isto não exclui que pudessem ter sido acrescentadas sepulturas quando o hospital foi ocupado pelas forças israelenses”, aponta a entidade em sua conta oficial do X, na qual também publicaram as imagens usadas como prova.

Sobre a operação de Israel no local, as autoridades israelenses afirmaram que as forças que procuram reféns examinaram corpos anteriormente enterrados por palestinos perto do Hospital Nasser, “como parte de um esforço para localizar reféns”, e os devolveram ao mesmo local onde foram enterrados após serem examinados.

Os militares de Israel disseram que operaram de forma “direcionada”, apenas onde tinham informações de que reféns israelenses poderiam ter sido enterrados. “Os exames foram realizados de forma ordenada, mantendo a dignidade do falecido e de forma respeitosa”, disse as IDF, acrescentando que os corpos foram “devolvidos aos seus locais de forma ordenada e adequada”. Nenhum corpo dos reféns israelenses foi localizado durante a operação.

Para André Lajst, cientista político e presidente executivo da StandWithUs Brasil, organização que promove a educação sobre Israel e o Oriente Médio, “essa é mais uma prova de que não se pode confiar cegamente nas informações fornecidas pelo Hamas, afinal, é um grupo terrorista que deseja a destruição de Israel”.

O especialista também condena a disseminação de informações não comprovadas pela mídia, ressaltando que “todas as operações israelenses são estratégicas e visam não afetar civis e pessoas inocentes, minimizando seus impactos”.

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