Adesão da Argentina ao BRICS depende dos laços com Brasil, declara deputada

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Laços entre países são fundamentais para ingresso argentinos

A Argentina segue acompanhando de perto o resultado das eleições presidenciais no Brasil, já que os laços entre ambos os países são fundamentais para o fortalecimento econômico e ingresso argentinos ao bloco BRICS, segundo a deputada Victoria Tolosa Paz.
“A entrada ao BRICS terá muito a ver com esse fortalecimento, a Argentina tem que consolidar um Mercosul que passou por diferentes etapas e tem que se relacionar com o mundo como um bloco mais potente e competitivo, e com regras de jogo claras para melhorar sua competitividade, não desgastando o sonho de uma região que tem profundas desigualdades sociais e seguindo a inclusão de mão de obra”, expressou a deputada à Sputnik.
No dia 02 de outubro, Tolosa Paz esteve no comitê de campanha do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, durante o primeiro turno das eleições presidenciais.
A deputada ressaltou que o Brasil é o principal parceiro da Argentina, “não apenas na indústria automotiva, como a relação da Argentina como uma futura fornecedora de energia para o Brasil, principalmente quando o gasoduto Néstor Kirchner estiver pronto”.
Tolosa Paz enfatizou que o país segue atento ao “fortalecimento” da região, em um contexto global “convulsionado”, onde a demanda de alimentos será “crescente” e a energia se converterá “em um valor muito importante” para os países que, devido aos recentes conflitos, já não contam com estes recursos.
Ela ainda aproveitou para destacar as semelhanças entre o candidato brasileiro do Partido dos Trabalhadores, Lula, e outros líderes latino-americanos, com muitos argentinos vendo a eleição presidencial como histórica, já que pode desconstruir rapidamente o cenário que a direita imaginou por muito tempo na região.
Além disso, a deputada acredita que seja muito difícil que Bolsonaro possa reverter a diferença de votos para seu concorrente Lula.
“Lula sabe que seu caminho sempre foi o segundo turno, é um homem que tem uma tenacidade poucas vezes vistas na política […]”, destacou.
Tolosa Paz ainda destacou alguns aspectos do sistema eleitoral brasileiro, como o voto eletrônico, contudo não está convencida de que o mesmo sistema possa ser aplicado na Argentina.

Ela também destacou que diferentemente de outros países da região, a legislação brasileira permite que os candidatos realizem atos de campanha até o dia que antecede as eleições.

(Agência Sputnik)

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