África corre risco de ser esquecida na distribuição de vacinas contra Covid, alerta a OMS

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Ndlovu sisters, KwaZulu-Natal, S Africa

Africanos correm risco de serem deixada para trás em vacinação

O Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde na África fez um alerta sobre a urgência da chegada da vacina contra a Covid-19 a todos os países do continente.

Em comunicado, a OMS regional afirma que a África corre o risco de ser deixada para trás após vários acordos bilaterais e regionais estarem elevando o preço do imunizante.

Até o momento, quase 40 milhões de doses da vacina foram ministradas em 50 países de alta renda. Já na África, a única nação de renda baixa a receber os imunizantes foi a Guiné-Conacri. E mesmo assim, apenas 25 pessoas foram vacinadas ali.

As Ilhas Seychelles, considerada de alta renda, é o único país africano a iniciar uma campanha nacional de vacinação contra a Covid. A diretora-geral da OMS na África, Matshidiso Moeti, disse que é preciso ter uma abordagem coletiva para derrotar a pandemia. Não se deve pensar em si próprio, mas em todos primeiramente.

Para ela, é “profundamente injusto” que os mais vulneráveis entre os africanos sejam forçados a esperar pela vacina enquanto grupos de baixo risco nos países ricos estão seguros. Para ela, os agentes de saúde precisam de acesso urgente às vacinas contra a Covid-19.

Grupos prioritários – coalizão de vacinas da OMS, Covax, com o apoio da Aliança Global de Vacinas, Gavi, conseguiu assegurar 2 bilhões de doses de cinco produtores com opções para mais outro 1 bilhão de doses.

A coalizão prometeu vacinar pelo menos 20% da população até o final de 2021 providenciando um máximo de 600 milhões de doses, num planejamento que prevê duas doses por paciente, realizado em fases.

Uma leva inicial de 30 milhões devem começar a chegar nos países até março com o objetivo de cobrir 3% de toda a população priorizando o cuidado dos trabalhadores de saúde e outros grupos prioritários.

A maioria dessas doses deve começar a ser distribuída na segunda metade do ano. Esses cronogramas e quantidades poderão mudar se as vacinas candidatas não tiverem eficácia e segurança comprovadas ou tiverem problemas com o fornecimento das doses.

Unicef – As agências OMS e Unicef e outros parceiros estão cooperando para assegurar o transporte e estocagem de vacinas. Cerca de 42% dos países africanos estão, em média, prontos para campanhas de vacinação em massa.  Mas ainda existe um longo caminho a percorrer para atingir a meta de 80%.

O maior comprador de vacinas do mundo com um mandato de adquirir 2 bilhões de doses, anualmente, para imunização de rotina e resposta a surtos em quase 100 países, o Unicef está agora coordenando a licitação e entrega internacional dos imunizantes contra a Covid-19 como parte da Covax.

Unicef/Michele Spatari/AFP-Services Em Joanesburgo, na África do Sul, homens desinfetam mãos. País detetou uma nova variante.

Promessas – Esta é a maior operação da história da imunização. Todos os 54 países do continente africano já expressaram interesse no mecanismo Covax. Oito países de alta e média rendas vão financiar a própria participação enquanto nações de renda média baixa e baixa renda poderão acessar a coalizão de graça.

A Covax já arrecadou US$ 6 bilhões em promessas, mas precisa de mais US$ 2,8 bilhões este ano. A OMS e entidades parceiras estão apelando aos doadores para ajudar a combater a pandemia.

(ONU News)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação