Agência que BNB vai fechar em Imperatriz foi inaugurada como unidade modelo

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AQUILES EMIR

A agência do Banco do Nordeste prevista para ser desativada no Maranhão entre as 19 que vão desaparecer com seu plano de reestrutura, a Bernardo Sayão, de Imperatriz, foi inaugurada em 2013 com o objetivo de ofertar atendimento especializado aos micro e pequenos empreendedores. A ideia do BNB com a criação dessa unidade era direcionar o relacionamento com clientes deste setor produtivo específico, criando um ambiente adequado e disponibilizando corpo profissional especializado para atender ao segmento.

A agência fazia parte do plano de expansão do BNB em toda sua área de atuação – região Nordeste e Norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Ela foi criada, depois da percepção de que era necessária uma unidade especializada diante do cenário de desenvolvimento econômico registrado na cidade e na região tocantina como um todo nos últimos anos. De acordo com o BNB, de 2002 a 2013, o volume de crédito em Imperatriz aumentou de R$ 116,5 milhões para R$ 746,4 milhões, ou seja, crescimento de 600%.

Segundo dados do IBGE, o Produto Interno Bruto (PIB) de Imperatriz, a preços correntes, saltou de R$ 807 milhões para R$ 2,1 bilhões entre 2002 e 2010. Em igual período, a quantidade de empresas instaladas na cidade apresentou aumento de 50,4%, somando 3.639 empresas no comércio e serviços, 314 negócios industriais, 241 empreendimentos agropecuários e 207 empreendimentos na indústria da construção civil.

Outra novidade, era que, além de oferecer atendimento especializado, a Agência Bernardo Sayão foi projetada para funcionar em obediência à política do Papel Zero, por meio da qual as unidades trabalham com a quantidade mínima de papel, já que os documentos passam por um processo de digitalização e posterior transferência para um arquivo central. Com essa tecnologia, há redução da necessidade de espaço físico, simplificação na armazenagem de dados, garantia de agilidade e mobilidade e diminui custos do processo.

SEEB-MA participa de ato contra a reestruturação do BNB

Protesto – Sexta-feira (20), como parte do Dia Nacional de Luta em Defesa do Banco do Nordeste, o Sindicato dos Bancários realizou uma manifestação em frente à agência com o objetivo foi protestar contra a reestruturação do BNB, medida considera “nefasta”, pois, segundo o sindicato, a iniciativa de fechar 19 agências pode abrir caminho para uma futura privatização. “Depois do Banco do Brasil e da Caixa, o Governo Temer volta seus ataques ao BNB, deixando claro que seu objetivo é o desmonte dos bancos públicos”, diz José Pereira, diretor do sindicato.

A direção do sindicato lembra que, na última década, o Banco do Nordeste expandiu sua rede de agências em 68,3%, passando de 180 para 303 unidades. Já as aplicações na região subiram 231%, de R$ 7,3 bilhões para R$ 24,1 bilhões. Por sua vez, o quadro funcional aumentou 40,1%, passando de 5.151 para 7.231 bancários. “Sem dúvida, são números que comprovam a importância do BNB para o desenvolvimento da região Nordeste e a desnecessidade dessa reestruturação, que visa, sobretudo, acabar com o papel social do banco e priorizar o lucro. Mas, isso, nós não vamos aceitar sem lutar”, afirma Pereira.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

1 COMENTÁRIO

  1. Prezado companheiro Aquiles Emir,

    A estranheza em tudo isso é que nenhum parlamentar do Maranhão tenha ainda se manifestado, especialmente, o deputado federal ora empossado, Julião Amin (PDT), oriundo da classe dos bancários e proveniente de banco público (Banco do Estado do Maranhão – BEM)lançado na vida pública pelo ex-governador Epitácio Cafeteira, também bancário, assistindo até agora impassível esse desmonte de um dos bancos mais importantes para o incremento do desenvolvimento da região nordestina.

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