Agronegócio e minério fazem Maranhão ter maior crescimento do PIB

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AQUILES EMIR

Estudo do Banco Itaú-Unibanco sobre o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, publicado na edição deste sexta-feira (09) pelo jornal Folha de São Paulo, mostra que o agronegócio e a exportação de minério foram os fatores que mais contribuíram para que o Maranhão tivesse o melhor resultado do Brasil, com um crescimento de 9,7%.

Embora o levantamento não seja oficial, pois este é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como está baseado em dados de órgãos oficiais deve retratar a realidade ou fica bem próximo dela.

De acordo com o Itaú, em 2017, a economia nacional cresceu cerca de 1%, enquanto o Maranhão, com 9,7%, cresceu quase dez vezes mais. No período, o pior resultado entre os estados foi de Sergipe, com queda de 3,1%. Em seguida, veio o Rio de Janeiro, com queda de 2,2%.

“Após um período morno em 2016, a safra agrícola recorde e a extração de minério justificam o desempenho extraordinário do estado. Com uma fatia pequena do PIB, de 1,4%, o estado produtor de soja e arroz cresceu 9,7%, acima da alta de 1% da economia como um todo”, diz o estudo do banco.

Lavouras foram favorecidas pelo bom volume de chuva em 2017

A reportagem da Folha destaca ainda que a região Nordeste, que crescia de modo mais acelerado antes da recessão, cresceu 1,7% no ano passado.

O fenômeno climático La Ninã, segundo o economista do banco Arthur Passos, que predominou em 2017, favoreceu o volume de chuvas em áreas produtoras do Nordeste.

“Além do Maranhão, Piauí e Tocantins, no Norte, completam a trinca da extensão agrícola conhecida como “mapito”, todos com alta superior ao PIB”, acrescenta Passos.

Regiões – O estudo do Itaú Unibanco também mostra que o Sudeste foi a única região a ter queda do PIB em 2017, de 0,7%. O Sul liderou o crescimento, com alta de 3,4%. Em seguida, vêm Norte (2,6%), Centro-Oeste (2,4%) e Nordeste (1,7%). Ou seja, o desempenho do Maranhão também se destaca dentro da região Nordeste.

A previsão do banco Itaú é de que em 2018 haja uma alta de até 3% do PIB em todo o país.

(Com dados da Folha e da Secap)

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação

3 COMENTÁRIOS

  1. Luiz Almeida, com certeza o minério de ferro é extraído no Pará, mas esse é o relatório do Itaú. Assim diz o texto da Folha: “Em 2017, o Maranhão foi o destaque entre os estados. Após um período morno em 2016, a safra agrícola recorde e a extração de minério justificam o desempenho extraordinário do estado”.

  2. Sobre o mineiro, o mineiro não é produzido no estado do Maranhão. Esse mineiro é extraído na Serra-Pelado, região de Curionopoles, sudeste do Pará, transportados por trem até o porto de Itaqui no Maranhão. O Maranhão não tem nada de minério.

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