Ameça de greve: bancários rejeitam proposta dos bancos para o reajuste de seus salários

0
498

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional de Bancos (Fenaban) estiveram reunidos nesta terça-feira (07) para mais uma rodada de negociações sobre reajuste salarial e a proposta a proposta apresentado pelo lado patronal não agradou aos empregados, que vão rejeitá-la, em assembleias nesta quarta-feira (08). Pela proposta da Fenaban será apenas reposta a inflação e nenhum aumento real.

No questionamento da proposta, os bancários lembram que este ano 78,8% das categorias tiveram reajuste acima da inflação. E a proporção de reajustes acima do INPC em 2018 foi maior do que em 2017 (2,8% e 5,0%, respectivamente).

A proposta dos bancos, anunciada nesta terça-feira (07), foi de um reajuste de 3,90%, o que corresponde ao valor do INPC e zero de aumento real (de acordo com a inflação projetada de 3,87%) para a categoria, com acordo de quatro anos. Uma nova reunião está marcada com os bancos para o dia 17 deste mês.

O Comando Nacional dos bancários disse que vai indicar a rejeição da proposta nas assembleias de amanhã (08).

“A categoria não aceitará uma proposta sem aumento real, manutenção dos direitos e sem a garantia de que os bancários não serão substituídos por formas de contratação precarizadas. É por isso que o Comando indica a rejeição da proposta nas assembleias desta quarta-feira (8)”, diz a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.

A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e também coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Ivone Silva, afirmou que “enquanto oferecem zero de aumento real para os trabalhadores, cobram taxas de juros absurdas dos clientes, com cheque especial a 305% ao ano e 292% ao ano no rotativo do cartão de crédito. Lucraram R$ 80 bilhões em 2017 em plena crise econômica e fecham milhares de postos de trabalho e agências bancarias. Haverá assembleia no dia 08 em todo o país e vamos indicar a rejeição da proposta, que foram insuficientes e incompletas”, disse.

Segundo ela, foram seis rodadas de negociação com os bancos e a proposta apresentada não contempla reivindicações importantes, como o fim das novas formas de contratação, criadas a partir da Reforma Trabalhista (autônomo, terceirizado e intermitente e contrato parcial), garantia de emprego e melhoria das condições de trabalho”, concluiu.

Reivindicações Campanha Nacional Unificada 2018:

  • Reajuste Salarial – 5% de aumento real, com inflação projetada de 3,87 % (até 07/08)
  • PLR – três salários mais R$ 8.546,64
  • Piso – Salário mínimo do Dieese (R$ 3.747,10)
  • Vales Alimentação, Refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá – Salário Mínimo Nacional (R$ 954): Inclusive nos períodos de licença-maternidade, paternidade e adoção, férias e nos afastamentos por doença de qualquer natureza ou acidente de trabalho.
  • 14º salário;
  • Fim das metas abusivas e assédio moral – A categoria é submetida a uma pressão abusiva por cumprimento de metas, que tem provocado alto índice de adoecimento dos bancários;
  • Emprego – Fim das demissões; ampliação das contratações; fim das novas formas de contratação, criadas a partir da Reforma Trabalhista (autônomo, terceirizado e intermitente e contrato parcial); fim da precarização das condições de trabalho e homologações feitas no Sindicato
  • Melhores condições de trabalho nas agências digitais
  • Mais segurança nas agências bancárias
  • Auxílio-educação

Proposta Federação Nacional dos Bancos (Fenaban): 

A proposta dos bancos foi 3,90% reajuste, o que corresponde ao valor do INPC e zero de aumento real para a categoria (de acordo com a inflação projetada de 3,87%), em um acordo de quatro anos.

Como é hoje:

  • Piso escritório após 90 dias – R$ 2.192,88
  • Piso caixa/tesouraria após 90 dias – R$ 2.962,29
  • PLR – Regra básica: 90% do salário + 2.243,58 (podendo chegar a 2,2 salários) e parcela adicional: 2,2% do lucro líquido dividido linearmente entre os trabalhadores, com teto de R$ 4.487,16
  • Auxílio-refeição: R$33,50 por dia ou R$ 737,00 (mensal)
  • Auxílio cesta alimentação e 13ª cesta – R$ 580,83
  • Auxílio-creche/babá (filhos até 71 meses) – R$ 446,11

Compartilhe
Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação