Flávio Dino classifica invasões como “tentativa de destruição do estado democrático de direito”

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Ministro afirmou que houve erros do governo distrital

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, classificou a invasão de prédios públicos em Brasília, na tarde deste domingo (08), de “tentativa grave de destruição do estado democrático de direito”. Segundo ele, “danos gravíssimos” foram cometidos contra os prédios públicos da capital brasileira.

Durante entrevista coletiva na noite deste domingo, Dino afirmou que a pasta da Justiça organizou o que estava ao seu alcance em relação à segurança de Brasília em meio aos protestos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino ressaltou que “a Polícia Federal não é uma polícia ostensiva”.

Nesse sentido, o ministro afirmou que houve erros do governo distrital na organização da segurança. O chefe da pasta da Justiça declarou que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, responderá “se alguém se omitiu, se alguém o enganou e o porquê”. Para o ministro, o governador foi “enganado” e “obviamente se baseou em informações erradas”.

Segundo Dino, que falou em “terrorismo” ao comentar sobre as ações bolsonaristas em Brasília, “todas as omissões serão apuradas”. Para o ministro, houve uma “tentativa de golpe de Estado”.

O chefe da pasta da Justiça afirmou ainda que sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o decreto de intervenção federal no Distrito Federal — o que foi assinado na tarde deste domingo (8) durante coletiva de Lula em Araraquara, interior de São Paulo.

“Não conseguirão destruir a democracia brasileira. É preciso dizer isso cabalmente, com toda a firmeza”, afirmou Dino.

O ministro da Justiça garantiu que “prisões em flagrante continuarão a ser feitas nas próximas horas” e confirmou que aproximadamente 200 pessoas já foram detidas.

Além disso, Dino apontou que 40 ônibus foram apreendidos até agora e que todos os ônibus e todos os financiadores das caravanas de bolsonaristas foram identificados. Segundo ele, prisões preventivas serão solicitadas a partir desses dados.

No final da coletiva de imprensa, Dino também afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem “responsabilidade política” em relação aos atos bolsonaristas em Brasília, mas que não há “responsabilidade jurídica”.

(Agência Sputnik)

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