Para mostrar que comunista sabe governar, pré-candidata do PCdoB lembra de Flávio Dino

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“Hoje, certamente, vivo o momento mais bonito dessa trajetória, ao ser lançada pré-candidata à Presidência da República por nosso partido. Se o partido comunista é a honra do nosso tempo, como disse o Neruda, que honra enorme para mim ser a candidata dos comunistas à presidência do Brasil”, declarou a pré-candidata.

Muito aplaudida e ao som de palavras de ordem como “Brasil independente, Manuela presidente!”, ela afirmou que a proposta do PCdoB é promover o debate de um projeto nacional de desenvolvimento. “Nossa pré-candidatura não se soma aquelas que desconstroem a política e, portanto, agravam a crise brasileira. Sabemos que a crise no Brasil tem origem política e, portanto, a saída da crise também é política. Não existem candidaturas de outsiders. Nada mais a cara do sistema do que buscar soluções que pareçam estar fora dele”, defendeu.

Flávio Dino – Manuela disse que o seu partido tem proposta e, citando o governador do Maranhão, Flávio Dino, disse que o PCdoB também demonstra na prática que os comunistas sabem governar. “Flávio comprova que a experiência dos comunistas garante boa gestão, ou seja, eficiência do estado comprometida com a existência do Estado para os que precisam”, declarou.

Durante entrevista coletiva, quando questionada por jornalistas sobre quais seriam os pontos que poderiam unificar os partidos numa frente ampla, ela apontou: “Acredito que são os partidos que têm compromisso com a justiça social, com investimentos em políticas públicas que diminuam as desigualdades e que o Estado seja o motor do desenvolvimento”.
 A pré-candidata comunista resgatou o papel do PCdoB nos governos Lula e Dilma que, segundo ela, ajudou a construir “mudanças importantes no Brasil” e disse que a crise política desencadeada desde o golpe de 2016 deve se encerrar com as eleições de 2018. “Não pode ser momento de mero debate sobre o passado. Nós não queremos fazer da eleição um momento de acirramento da crise econômica e política. Nós queremos fazer da eleição um momento de construção de saídas”, defendeu.

Tripé econômico – Manuela defendeu mudanças radicais na economia. “Hoje o Brasil é vítima de um tripé macroeconômico que tem como objetivo remunerar o rentismo, retirar as riquezas do trabalho para transferi-lo para o mercado financeiro”, salientou.

Ela denunciou o que considera desmonte promovido pela governo Temer e classificou a “destruição da indústria brasileira” como a principal tragédia dos últimos tempos. “Hoje, quando olho pra esse plenário, vejo vários produtos que poderiam ser fabricados pelo nosso país, mas são feitos por indústrias estrangeiras. Quando eu falo de indústrias, não estou falando somente daquelas indústrias mais simples, essas nós até mantemos. Falo das indústrias de ponta, aquelas mais capazes de agregar valor.”

Ela aponta que a precarização do trabalho e o desemprego são algumas das consequências desse processo de desindustrialização. “Faz também com que fiquemos para trás na inovação, na medida em que um país sem indústrias é um país sem criatividade. Em última instância faz com que nossos jovens que se dedicam às áreas vinculadas à produção de tecnologia saiam do Brasil”, explicou.

(Com dados e imagem do Vermelho)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação