Após onze meses preso, STF forma maioria para soltar morador de rua acusado de terrorismo

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Alexandre de Moraes foi o relator do processo 

AQUILES EMIR 

Após passar onze meses preso, acusado de tentativa de golpe e de abolição violenta ao estado democrático de direito nos atos do 08 de janeiro de 2023, o morador de rua Geraldo Felipe da Silva poderá ser posto em liberdade. Nesta quinta-feira (14), o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para reconhecer sua inocência nos episódios que resultaram nas invasões e depredações das sedes dos três poderes.

Votaram pela absolvição, além do relator, Alexandre de Moraes, os ministros Cristiano Zanin, Dias Tofolli, Carmen Lúcia, Luís Roberto Barroso (presidente do STF) e Flávio Dino, que era ministro da Justiça da Justiça à época e coordenou as ações que resultaram em centenas de prisões.

No seu parecer, Alexandre de Moraes reconhece, quase um ano depois da prisão, que não há elementos comprobatórios suficientes para afirmar que o réu uniu-se à massa, aderindo dolosamento aos seus objetivos com intuito de tomada do poder”.

Faltam ainda cinco votos, de Luiz Fux, Nunes Marques, Gilmar Mendes, André Mendonça e Edson Fachin.

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