Apuração confirma favoritismo de Putin, que se reelege com facilidade

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Após discursar na Praça Manezhnaya, onde agradeceu seus apoiadores pela vitória na eleição deste domingo, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, chegou à sua sede eleitoral em pleno coração de Moscou para uma entrevista coletiva, na qual falou de suas impressões sobre o resultado e comentou o suposto envenenamento de um ex-espião russo na Inglaterra.

Ao responder por que ele disfruta de um apoio tão alto entre os cidadãos russos, Putin disse que “a Rússia precisa de um avanço, de um ímpeto, e nós podemos fazê-lo”.

De acordo com o presidente, no processo de desenvolvimento do país, diferentes forças políticas devem se nortear pelos interesses de escala nacional e não os “de clãs”.

Ele também agradeceu à sua sede eleitoral pelo trabalho durante as eleições. “É absolutamente evidente que sem seu apoio direto, tão profissional e sincero, os resultados poderiam ter sido completamente outros. Por isso, quero agradecer, claro, a todos os eleitores que votaram em mim”, manifestou.

“Nesse respeito, é muito importante unir os esforços de todas as pessoas independentemente daquilo em qual candidato concreto o povo votou. Por quê? Porque estamos enfrentando tarefas muito difíceis e complicadas, e precisamos não apenas resolvê-las, como sempre de modo normal, mas devemos realizar, o que já disse em mensagem [à Assembleia Federal da Rússia], um avanço, um ímpeto, podemos fazê-lo, temos todos os motivos para pensar assim e alcançar tal resultado”, afirmou Putin.

Membros da comissão eleitoral durante a contagem dos votos em uma das seções eleitorais em Vladivostok, em 18 de março de 2018
Contagem dos votos confirmaram favoritismo de Putin

 

 

O candidato também não evitou discutir a agenda internacional, comentando inclusive o recente escândalo diplomático com o Reino Unido.

“No que se trata da tragédia da qual falou, eu descobri sobre ela na mídia. A primeira coisa que vem à cabeça é que, se tivesse sido uma substância tóxica para fins militares, as pessoas teriam morrido em instantes. É um fato evidente, devemos entendê-lo”, disse.Além do mais, um jornalista perguntou a Putin se Moscou planeja aplicar medidas de retaliação em resposta às ações das autoridades ucranianas que proibiram cidadãos russos de votar nas missões diplomáticas no território ucraniano.

“Trata-se de uma ação indecente, uma violação de todas as normas comuns de direito internacional… A Rússia não vai responder com nada. Para nós, o povo ucraniano é um povo irmão, já falei isso”, explicou.

“A Rússia não dispõe de tais substâncias, eliminamos todas as nossas armas químicas sob o controle de observadores internacionais. Vale ressaltar que fomos os primeiros a fazê-lo, ao contrário dos nossos parceiros que prometeram mas, infelizmente, não cumpriram até hoje”, acrescentou.

O político observou que considerar a Rússia como envolvida neste envenenamento é algo que não tem lógica absolutamente nenhuma. “Acho que qualquer pessoa racional entende ser uma besteira total, idiotice e um absurdo a [hipótese de que] alguém na Rússia se atreveria a realizar tais provocações nas vésperas das eleições presidenciais e da Copa do Mundo. Não dá para imaginar”, manifestou.

(Agência Sptunik)

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação