Aberta ao público em maio no CCVM, exposição sobre Elke Maravilha ganha tour virtual

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Mostra reverencia uma das artistas mais emblemáticas do país

O universo de Elke Maravilha a um clique de distância. Inaugurada em maio pelo Centro Cultural Vale Maranhão, a exposição ELKE ganhou nesta terça-feira, 19, uma versão virtual. Indumentárias, perucas, entrevistas, shows, acessórios, além de fotografias da carreira da artista e itens de seu acervo pessoal poderão ser visitados acessando o site da instituição pelo endereço www.ccv-ma.org.br.

Com curadoria de Gabriel Gutierrez e Ubiratã Trindade, a exposição é uma homenagem e agradecimento ao legado deixado por Elke Maravilha em diversos campos da criação humana: na moda, na indumentária, na cultura popular, no teatro, no cotidiano, na fé e nas lutas de gênero e das minorias.

A exposição sublinha principalmente a filosofia que Elke propôs para a vida. “Elke era uma artista popular, e como estamos vivendo a era do virtual e do conteúdo de fácil acesso,  ampliamos o alcance da experiência que a exposição proporciona, para que o pensamento e a ética de Elke Maravilha sobre diversos temas urgentes e tão necessários atualmente, cheguem a mais gente e reverberem para além dos espaços físicos do CCVM”, conta Gabriel.

Do início na moda aos júris na televisão – A exposição traz mais de 210 fotos da carreira de Elke, desde o começo na moda – com desfiles dos estilistas Guilherme Guimarães e Zuzu Angel, e editoriais para revistas –, passando por sua presença no Carnaval, pela carreira no teatro e no cinema, até os programas de auditório de Chacrinha e Silvio Santos.

Entre as imagens, também há registros de Elke pertencentes ao Instituto Moreira Salles, feitos pelo fotógrafo David Zingg, que capturou com maestria a essência poética da atuação da artista.

Além do conteúdo fotográfico, vídeos de entrevistas e de participações na TV, e trechos do show “Elke canta e conta” – produzido em comemoração aos 70 anos da artista – compõem a mostra.

Outro destaque é o altar que Elke Maravilha manteve durante sua vida, sem distinção de credo ou religião. Para ela, o altar sempre foi o reflexo do que somos e de como nos enxergamos e nos apresentamos ao mundo. Por isso, uniu objetos e imagens contraditórias, que, juntos, expressam a visão da artista. Dos gnomos aos colares que ora adornavam seu peito, de Jesus Cristo à chaleira da avó, de Chacrinha a Buda, da boneca Emília a Exu, cada objeto foi matéria que alimentou e constitui o gene da artista.

Elke fica em cartaz no CCVM até o dia 30 de setembro. E para aqueles que estiverem em São Luís e quiserem realizar a visita presencial à exposição, o Centro Cultural Vale Maranhão funciona de terça-feira a sábado, das 10h às 19h, e fica localizado na Rua Direita, nº 149, Centro Histórico de São Luís, com entrada gratuita.

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Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação