Associação do Transporte de Carga e Confederação Nacional do Transporte condenam movimento de caminhoneiros

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Paralisação dos caminhoneiros na Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro.

Bloqueio cria problema de toda ordem no país

Em nota divulgada nesta segunda-feira (31 de outubro), a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) criticou o movimento dos caminhoneiros autônomos, que, inconformados com o resultado da eleição para presidente da República, bloquearam diversas rodovias no país. A Confederação Nacional do Transporte (CNT) também condenou a paralisação.

Na nota, a entidade apela ao bom senso e imediata normalidade nos serviços de transporte terrestre.

“O movimento grevista, de natureza política, fere o direito de ir e vir de todos os cidadãos, criando obstáculos à circulação de veículos que prestam serviços essenciais ao abastecimento da população, em especial de gêneros de primeira necessidade, como medicamentos e alimentos”, diz a nota da NTC.

Já a CNT diz que “a entidade respeita o direito de manifestação de todo cidadão, entretanto, defende que ele seja exercido sem prejudicar o direito de ir e vir das pessoas”.

Seguem as duas notas:

Nota Oficial – Paralizações

A Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), entidade nacional que congrega as empresas de transporte rodoviário de cargas vem a público dizer que não apoia o movimento de caminhoneiros autônomos de paralisação e bloqueio de rodovias em diversos estados do País.

Sendo entidade de representação empresarial manifesta-se veementemente contra movimento grevista, de natureza política, que fere o direito de ir e vir de todos os cidadãos, criando obstáculos à circulação de veículos que prestam serviços essenciais ao abastecimento da população, em especial de gêneros de primeira necessidade, como medicamentos e alimentos.

As empresas de transportes representadas pela NTC&Logística seguem exercendo sua atividade normalmente, reivindicando das autoridades as ações que assegurem a livre circulação dos seus veículos, lembrando que tem plena condição de assegurar ao povo brasileiro o abastecimento dos pontos de produção e consumo em todo o território nacional.

Espera-se que prevaleça o bom senso e o interesse maior de todo o povo brasileiro e de todos os agentes econômicos e produtivos, a imediata da normalidade das atividades econômicas, a livre circulação de pessoas e bens fundamental ao desenvolvimento do País.

Franciso Pelucio
Presidente da NTC&Logística

Nota da CNT

A Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade de representação das empresas de transporte no Brasil, acompanha as paralisações em algumas rodovias do País e se posiciona contrariamente a esse tipo de intervenção.

A entidade respeita o direito de manifestação de todo cidadão, entretanto, defende que ele seja exercido sem prejudicar o direito de ir e vir das pessoas.

Além de transtornos econômicos, paralisações geram dificuldades para locomoção de pessoas, inclusive enfermas, além de dificultar o acesso do transporte de produtos de primeira necessidade da população, como alimentos, medicamentos e combustíveis.

Nesse sentido, a CNT tem convicção de que as autoridades garantirão a circulação de pessoas e de bens por todo o País com segurança, entendendo que qualquer tipo de bloqueio não contribui para as atividades do setor transportador e, consequentemente, para o desenvolvimento do Brasil.

Confederação Nacional do Transporte

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