Banco da Amazônia fecha agências no Maranhão, e Justiça decide pela manutenção de uma delas

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O Banco da Amazônia decidiu fechar duas agências no Maranhão, a de Pinheiro e de Santa Inês, sendo que esta já foi desativada, nesta sexta-feira (10), e a primeira aguarda desfecho de uma ação judicial. Em nota publicada em seu site, o Sindicato dos Bancários repudiou a decisão da instituição financeira, que alega as incertezas na economia e o baixo rendimento de ambas agências para fechá-las.

Pelas estratégias do banco, as operações de Santa Inês e Pinheiro serão concentradas em Vitória do Mearim, podendo os funcionários escolherem outros lugares para serem transferidos.

A ação popular que resultou na ordem judicial contra o fechamento da agência de Pinheiro foi ajuizada pelo deputado estadual Roberto Costa (MDB), resultado de diálogos e de solicitações feitas pelo Sindicato dos Bancários ao parlamentar, assim como ocorreu no caso do BASA de Bacabal em 2017.

Na decisão, o juiz Paulo Fernandes Soares ressaltou que o Banco da Amazônia é “um agente de transformação social, servindo aos pequenos pecuaristas, agricultores e comerciantes, com linhas de crédito indispensáveis para o impulsionamento da economia local, o que redunda na geração de emprego e renda para a população [do médio-mearim]”.

Além disso, com base na jurisprudência do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), que proibiu o fechamento do Banco da Amazônia na cidade de Bacabal em 2017, o juiz afirmou que o fato de supostamente não dar lucro não é motivo suficiente para o presidente do BASA, Valdecir Tose, fechar a agência de Pinheiro.

Eis a nota do Sindicato dos Bancários:

O Sindicato dos Bancários repudia a decisão do Governo Bolsonaro e do presidente do BASA, Valdecir Tose, de fechar as agências do Banco da Amazônia em Pinheiro e em Santa Inês.

Com essa medida perversa, milhares de maranhenses ficarão sem acesso a crédito e terão que se deslocar para outras cidades para sacar seus benefícios.

O objetivo do Governo é acabar com os bancos públicos para beneficiar os banqueiros, o que será desastroso para o nosso Estado. Afinal, nos últimos cinco anos, o BASA destinou quase R$ 1 bilhão para o desenvolvimento sustentável, econômico e social do Maranhão.

Além disso, em 2020, o banco já prometeu investir R$ 400 milhões para melhorar a vida dos maranhenses, investimento que os bancos privados não irão fazer.

Com o fechamento das agências Pinheiro e Santa Inês, a nossa população sofrerá graves prejuízos. Por isso, o SEEB-MA conclama todos a lutarem contra o fim do BASA no Maranhão.

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Aquiles Emir
Editor chefe da Revista e do site do Maranhão Hoje. Sócio-proprietário da Class Mídia – Marketing e Comunicação